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Itália envia 500 militares a Milão após protestos violentos

O governo italiano reforçará a segurança em Milão com 500 soldados após dois dias de saques e confrontos em manifestações contra o custo de vida.

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Foto: G1 Mundo
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19/10 às 09:15, atualizado 20:01

Pontos principais

  • O governo enviará 500 militares para reforçar a segurança em Milão após distúrbios.
  • Protestos contra o alto custo de vida e serviços públicos precários ocorreram no fim de semana.
  • A polícia deteve 271 jovens no domingo e 28 manifestantes no sábado.
  • Lojas de marcas como Decathlon e Vodafone foram saqueadas durante os atos.
  • Confrontos similares foram registrados em cidades como Bolonha, Brescia e Turim.
  • A primeira-ministra Giorgia Meloni condenou a violência e convocou reunião de emergência.
  • O governo estuda ampliar a operação Strade Sicure e alterar regras de detenção.

O governo da Itália anunciou o envio de 500 militares para reforçar a segurança em Milão após um fim de semana marcado por protestos violentos e saques. As manifestações, motivadas pelo descontentamento com o aumento do custo de vida e a precariedade dos serviços públicos, resultaram em confrontos diretos entre manifestantes e forças policiais, que utilizaram gás lacrimogêneo e canhões de água para conter os grupos.

As autoridades italianas realizaram centenas de detenções, sendo que a maioria dos envolvidos nos distúrbios era composta por menores de idade. Além de Milão, episódios de vandalismo e conflitos foram registrados em outras cidades do norte do país, como Turim, Bolonha, Bérgamo e Brescia. A primeira-ministra Giorgia Meloni condenou os atos de violência e convocou uma reunião de emergência com o Conselho de Ministros para discutir novas medidas de segurança pública.

O plano de contingência, anunciado pelo vice-premiê Matteo Salvini, prevê a integração de militares em funções de patrulhamento e a possível revisão das normas de detenção preventiva. Enquanto o governo busca conter a escalada de tensão, o presidente Sergio Mattarella solicitou uma análise aprofundada sobre as causas dos confrontos, que também refletem um cenário de insatisfação social observado em outras nações europeias, como a França.

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