Protestos contra custo de vida em Milão e Bolonha terminam em violência
Confrontos entre manifestantes e a polícia em Milão e Bolonha deixam feridos e dezenas de detidos após atos contra o aumento do custo de vida.
Pontos principais
- Manifestantes atacaram a polícia com pedras e blocos de pavimentação em Milão.
- Autoridades utilizaram gás lacrimogêneo e canhões de água para dispersar a multidão.
- Cerca de 50 pessoas foram detidas em Milão e sete em Bolonha durante os distúrbios.
- Lojas foram saqueadas e estações de metrô precisaram ser fechadas no centro de Milão.
- A primeira-ministra Giorgia Meloni condenou publicamente os atos de violência.
- O coletivo Italia in Piazza convocou atos para sábado, 17, que se define como apartidário e pacífico.
- O coletivo afirma que 5,8 milhões de italianos deixaram de fazer consultas e exames em 2026.
- O coletivo afirma que a universidade perdeu mais da metade do pessoal de pesquisa no último ano.
- O coletivo afirma que os salários italianos não mudam há 30 anos.
Manifestações contra o aumento do custo de vida e conflitos internacionais resultaram em confrontos violentos nas cidades italianas de Milão e Bolonha. Em Milão, grupos mascarados ergueram barricadas em chamas e atacaram policiais com pedras e blocos de pavimentação, forçando o fechamento de comércios locais e da estação de metrô Duomo. A polícia respondeu com o uso de gás lacrimogêneo e canhões de água para conter a multidão, resultando em pelo menos dois policiais feridos e cerca de 50 detenções na capital da Lombardia.
O cenário de instabilidade se repetiu em Bolonha, onde as forças de segurança também realizaram prisões após a escalada dos protestos. A primeira-ministra Giorgia Meloni e o prefeito de Milão, Giuseppe Sala, repudiaram a violência, classificando os atos como inaceitáveis.
O coletivo Italia in Piazza, que convocou atos para sábado, 17, se define como apartidário e pacífico, com base no artigo 17 da Constituição. Suas pautas vão além do custo de vida e incluem segurança no trabalho, saúde pública, escolas, universidades e moradia.
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