Macron promete punições rigorosas após protestos violentos na França
O presidente Emmanuel Macron condenou a violência de sábado em cidades da França, atribuiu-a a grupúsculos de ultraesquerda e prometeu que os responsáveis responderão à Justiça, e várias centenas de policiais e gendarmes ficaram feridos.
Pontos principais
- Macron fala em várias centenas de policiais e gendarmes feridos, sem dar número exato.
- Macron cita a prefeitura de Limoges incendiada, o escritório de turismo de Lyon também incendiado, a prefeitura de Marselha invadida e um ataque à residência do préfet em Bordeaux.
- Segundo Macron, várias centenas de milhares de pessoas protestaram com reivindicações sobre custo de vida, preço dos combustíveis e perspectivas da juventude.
- Macron atribui a alta dos combustíveis ao conflito no golfo Pérsico, do qual a França não participa.
- O primeiro-ministro presidirá, a partir de segunda-feira (19/10), uma célula de crise para ajudar comerciantes; não há valores anunciados.
- Macron viaja aos países do golfo na manhã de segunda-feira para garantir o abastecimento de combustível e gás.
- Os préfets, representantes do Estado nos departamentos, decidirão com os prefeitos municipais medidas para proteger cidades e prédios públicos, inclusive proibir ajuntamentos quando necessário.
- Macron pediu ao ministro do Interior transparência total sobre a atuação policial e lições em inteligência e antecipação.
- O ministro da Justiça pediu ao procurador a maior firmeza nas investigações.
- O primeiro-ministro reunirá nos próximos dias estudantes, professores, sindicatos, patronais, coletividades e parlamentares; a plataforma do ministro da Educação já recebeu mais de 100 mil contribuições.
Em pronunciamento à nação na noite de domingo, 18 de outubro, o presidente Emmanuel Macron condenou a violência de sábado, 17, quando comércios foram saqueados e prédios públicos atacados em cidades da França metropolitana e nos territórios ultramarinos. Ele atribuiu os atos a grupúsculos de ultraesquerda, aos quais se somaram muitos delinquentes, e afirmou que nada justifica nem explica o que aconteceu. Macron separou dos autores das depredações os manifestantes, cujas reivindicações considera legítimas, e pediu que os dois grupos não sejam confundidos.
Sobre a responsabilização, Macron disse que quem destruiu deve pagar, quem saqueou deve ressarcir e quem tentou derrubar a República terá de responder por isso. As investigações, afirmou, serão conduzidas com a maior rapidez possível, mas ele não informou número de detidos, prazo para as apurações nem metas de preço para os combustíveis.
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