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COP17 da Biodiversidade inicia revisão de metas globais na Armênia

A CDB diz, em relatório que serve de base para a primeira revisão global na COP17, em Yerevan (Armênia), que o ritmo atual não basta para as metas de 2030.

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Foto: Canal Rural
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18/10 às 09:00, atualizado 09:31

Pontos principais

  • A CDB registra que 162 das 196 Partes (83%) já definiram metas nacionais alinhadas ao Marco, contra cerca de metade na revisão final das Metas de Aichi, em 2020.
  • Cada Parte cobre, em média, 22 das 23 metas globais, mas muitos elementos-chave dessas metas não são tratados ou aparecem de forma fraca nas metas nacionais.
  • Nenhuma das 23 metas tem quadro totalmente positivo, e menos da metade das Partes que reportaram considera suas metas nacionais no caminho certo para qualquer meta global.
  • As metas 6, 12, 15, 16, 18 e 19 são as que com menos frequência as Partes autoavaliam como no caminho certo.
  • A CDB diz que a meta de US$ 20 bilhões por ano em recursos internacionais para biodiversidade, em 2025, provavelmente não foi atingida; a avaliação definitiva depende de dados de 2025 ainda não reportados.
  • Segundo a CDB, sem implementação acelerada as metas de 2030 não serão atingidas, e ainda é cedo para detectar mudanças nos resultados da biodiversidade.
  • Mais de 100 atores que não são governos nacionais enviaram compromissos ao portal criado para isso, mas a CDB aponta pouca informação sobre os meios de implementação de que dispõem.
  • Ecossistemas marinhos, costeiros e de águas interiores aparecem sub-representados em relação aos terrestres, segundo a CDB.
  • Muitas Partes têm dados quantitativos para as metas 1, 2, 3, 4 e 10, mas nenhuma reportou todos os indicadores-chave.

A COP17 da Convenção sobre Diversidade Biológica, em Yerevan, na Armênia, faz a primeira revisão global do Marco Global de Kunming-Montreal, adotado em 2022. No prefácio do relatório State of Biodiversity Action, António Guterres afirma que o documento delineia as ações urgentes necessárias para as metas de 2030. A secretária-executiva da CDB, Astrid Schomaker, escreve que o relatório é a primeira avaliação do progresso coletivo e serve de base para as deliberações.

As lacunas se dão em três frentes: metas nacionais que não cobrem todos os elementos das metas globais, avanço desigual entre metas e ecossistemas, e barreiras de meios de implementação, como financiamento, capacitação e transferência de tecnologia. A CDB considera provável que essas barreiras pesem mais sobre os países menos desenvolvidos e os pequenos Estados insulares em desenvolvimento, mas esses últimos enviaram proporcionalmente menos relatórios nacionais a tempo, e sua experiência fica sub-representada.

Os dados são o gargalo: a maioria dos indicadores não tem séries temporais comparáveis e raramente é desagregada por ecossistema, sexo ou idade. A CDB avalia que as Partes podem não ter a informação de que precisam para implementar o Marco, o que dificulta o avanço.

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