Mongólia sedia COP17 para discutir combate à desertificação
Conferência da ONU reúne líderes globais em Ulaanbaatar para debater estratégias de restauração de terras e resiliência contra a seca.
Pontos principais
- O evento ocorre em Ulaanbaatar, entre 17 e 28 de agosto de 2026, sob o tema 'Restaurando a terra. Restaurando a esperança'.
- Dados da UNCCD apontam que 40% das terras globais estão degradadas, impactando diretamente 1,5 bilhão de pessoas.
- A escolha da Mongólia ressalta a vulnerabilidade do país ao dzud, fenômeno climático que agrava a desertificação local.
- O Brasil participa do encontro com uma delegação oficial, visto que 18% do território nacional enfrenta riscos de desertificação.
- A COP17 compõe o 'Trio do Rio', alinhando metas de combate à degradação do solo com as agendas de biodiversidade e clima.
A 17ª Conferência das Partes (COP17) da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação teve início em Ulaanbaatar, na Mongólia. O encontro, que se estende até o dia 28 de agosto de 2026, busca definir estratégias globais para a restauração de ecossistemas e o fortalecimento da resiliência de comunidades contra secas severas. A escolha da sede é simbólica, dado que o país enfrenta desafios extremos com o dzud, um fenômeno climático que acelera a perda de produtividade do solo. Com 40% das terras do planeta já degradadas, a conferência prioriza debates sobre finanças, gestão hídrica e sistemas alimentares. O Brasil acompanha as negociações de perto, uma vez que cerca de 18% de seu território está sujeito a processos de desertificação, tornando a cooperação internacional essencial para a preservação de biomas críticos e a segurança de populações vulneráveis.
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