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Países renovam metas de biodiversidade na COP17 sem consenso financeiro

Na Armênia, a COP17 adotou o Yerevan Pathway, resposta a um balanço em que o mundo aparece fora da rota para as 23 metas de 2030; o hiato de financiamento, de quase US$ 1 trilhão anual, segue como o principal entrave.

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Foto: NYTimes World
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31/10 às 15:00, atualizado 18:15

Pontos principais

  • A COP17 em Yerevan adotou o Yerevan Pathway, resposta negociada à primeira revisão do progresso do Marco Kunming-Montreal, junto com quase 50 decisões.
  • A Secretaria da CBD diz que o mundo está fora da rota para cumprir as 23 metas até 2030, com base no relatório State of Biodiversity Action.
  • O Pathway prioriza subsídios e incentivos prejudiciais à natureza, apoio a países em desenvolvimento e alinhamento dos orçamentos nacionais ao Marco.
  • A conferência anunciou quase US$ 2 bilhões em novos recursos: US$ 560 milhões do GEF-9 e de seu Global Biodiversity Framework Fund, US$ 500 milhões pela Species Recovery Alliance e mais de US$ 330 milhões pelo Value Nature Fund.
  • Foi aprovada a operacionalização do Fundo Cáli para repartir benefícios financeiros do uso comercial da biodiversidade.
  • Os Sevan Guidelines, regras de operação do novo órgão do Artigo 8(j), foram aprovados para reforçar o papel de povos indígenas e comunidades locais.
  • O mundo restaurou 252 milhões de hectares de áreas degradadas, abaixo da meta de 1 bilhão até 2030.
  • A CBD reconhece que lacunas de financiamento, incentivos prejudiciais e acesso limitado a tecnologia, dados e conhecimento seguem como obstáculos.
  • O hiato de financiamento para reverter a perda de biodiversidade é estimado em quase US$ 1 trilhão anuais.
  • A próxima conferência, COP18, está agendada para ocorrer no Equador em 2028.

A COP17 da Convenção sobre Diversidade Biológica (CBD), realizada em Yerevan, na Armênia, encerrou-se com quase 50 decisões e a adoção do Yerevan Pathway, resposta à primeira revisão do Marco Global Kunming-Montreal. Os Sevan Guidelines, regras de operação do novo órgão do Artigo 8(j), foram aprovados para reforçar o papel de povos indígenas e comunidades locais, e foi aprovada a operacionalização do Fundo Cáli para repartir benefícios do uso comercial da biodiversidade. O hiato de financiamento, estimado em quase US$ 1 trilhão anuais, segue como um dos principais obstáculos, segundo a CBD.

Segundo a Secretaria da CBD, o mundo está fora da rota para cumprir as 23 metas até 2030. Dados apresentados durante o evento indicam que o mundo restaurou 252 milhões de hectares de áreas degradadas, ainda distante da meta de 1 bilhão até 2030. Para enfrentar o desafio, uma aliança entre Colômbia, França e Finlândia busca redirecionar subsídios prejudiciais à natureza, enquanto os países preparam-se para a próxima edição do encontro, a COP18, que será sediada pelo Equador em 2028.

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