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Líderes da UE reafirmam apoio à Ucrânia em meio a tensões com os EUA

Em cúpula em Bruxelas, a União Europeia reforçou o suporte a Kiev enquanto Donald Trump critica ataques ucranianos a refinarias russas.

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Foto: G1 Mundo
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16/10 às 09:15, atualizado 10:04

Pontos principais

  • António Costa declarou que o apoio da UE à Ucrânia permanece inabalável e que não é o momento de aliviar sanções contra a Rússia.
  • O presidente dos EUA, Donald Trump, classificou ataques ucranianos a refinarias russas como uma vergonha por elevarem preços de energia.
  • A Ucrânia enfrenta limitações operacionais no sistema de satélites Starshield, que o governo dos EUA afirma controlar.
  • A UE abriu dois novos clusters no processo de negociação para a adesão da Ucrânia ao bloco europeu.
  • Autoridades ucranianas relatam que restrições ao uso militar do Starlink incentivaram a Rússia a intensificar ataques contra infraestruturas.

Durante a segunda jornada do Conselho Europeu em 16 de outubro de 2026, o presidente António Costa reafirmou que o apoio da União Europeia à Ucrânia continua tão forte quanto sempre. Ao lado de Volodymyr Zelenskyy e Ursula von der Leyen, Costa enfatizou que este não é o momento de retirar o suporte ou aliviar as sanções impostas à Rússia, defendendo, em vez disso, o aumento da pressão para forçar um cessar-fogo real e o início de negociações de paz. Como sinal de compromisso, o bloco abriu dois novos clusters no processo de adesão da Ucrânia nesta semana.

O cenário de cooperação contrasta com as crescentes tensões entre Kiev e o governo dos Estados Unidos. O presidente Donald Trump criticou publicamente os ataques ucranianos a refinarias russas, classificando a estratégia como uma vergonha que prejudica os preços globais de energia. Paralelamente, a Ucrânia enfrenta dificuldades operacionais devido a restrições no sistema de satélites Starshield, cuja gestão é controlada por Washington. Autoridades ucranianas, como o vice-ministro Serhiy Derkach, alertam que tais limitações têm encorajado a Rússia a intensificar ofensivas contra redes ferroviárias e infraestruturas energéticas civis.

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