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Ucrânia relata restrições no Starlink enquanto cessar-fogo falha

Forças ucranianas enfrentam falhas no Starlink em meio a ataques russos e ao fracasso da proposta de cessar-fogo energético feita por Donald Trump.

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Foto: G1 Mundo
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14/10 às 05:45, atualizado 17:45

Pontos principais

  • Terminais Starlink e o sistema Starshield apresentam falhas de conexão em velocidades superiores a 100 km/h.
  • Autoridades militares ucranianas afirmam que as restrições foram impostas sem aviso prévio, prejudicando operações com drones.
  • O 7º Corpo de Reação Rápida da Ucrânia relatou quedas de sinal de 10 a 20 segundos, forçando o cancelamento de missões.
  • Elon Musk declarou que o controle sobre o uso do Starshield cabe ao governo dos EUA e ao presidente Donald Trump.
  • A Rússia realizou ataques massivos contra infraestruturas energéticas, deixando cerca de 600 mil pessoas sem energia.
  • O cessar-fogo energético proposto pelo presidente Donald Trump entre Rússia e Ucrânia não se concretizou.
  • O governo ucraniano suspeita que as limitações técnicas tenham motivação política para pressionar Kiev a cessar ataques a refinarias russas.
  • O ministro das Relações Exteriores da Polônia, Radosław Sikorski, questionou publicamente a politização dos serviços da SpaceX.
  • O presidente Volodymyr Zelensky afirmou que a Ucrânia não foi alertada sobre a ofensiva russa contra sua rede elétrica.
  • Tensões diplomáticas aumentaram após o governo Trump suspender sanções ao diesel russo e sugerir mudanças na liderança ucraniana.

Forças militares da Ucrânia relataram falhas críticas de conectividade na rede de satélites Starlink e no sistema Starshield durante uma nova onda de ataques russos. Segundo relatos de comandantes e assessores do governo, os terminais passaram a apresentar quedas de sinal em velocidades superiores a 100 km/h, o que tem inviabilizado missões de drones e operações logísticas essenciais no campo de batalha. As autoridades ucranianas afirmam que as restrições foram aplicadas pela SpaceX sem qualquer aviso prévio, gerando um impacto imediato na capacidade de defesa do país.

A situação ocorre em um momento de deterioração nas relações diplomáticas entre Kiev e Washington. O empresário Elon Musk, proprietário da SpaceX, afirmou que eventuais limitações no uso do Starshield são decisões tomadas pelo governo dos Estados Unidos e pelo presidente Donald Trump, e não pela empresa. A medida coincide com pressões do governo americano para que a Ucrânia interrompa ataques contra refinarias de petróleo russas, em um cenário onde Moscou tem ignorado propostas de cessar-fogo energético sugeridas pela atual administração dos EUA.

O cenário de instabilidade foi agravado pelo fracasso da iniciativa diplomática de Donald Trump. O cessar-fogo sobre ataques energéticos, que visava estabilizar a infraestrutura crítica de ambos os países, não se concretizou, resultando na continuidade das hostilidades. A Rússia intensificou seus ataques contra a rede elétrica ucraniana, deixando cerca de 600 mil pessoas sem energia e demonstrando que a mediação proposta pelo governo americano não obteve a adesão necessária para interromper a escalada militar.

Enquanto as restrições técnicas complicam as operações, o presidente Volodymyr Zelensky criticou a postura de parceiros ocidentais, apontando a falta de alertas sobre a ofensiva russa e o alívio de sanções sobre o diesel russo como sinais de fraqueza. O impasse sobre o uso da tecnologia de satélite, somado ao colapso das negociações energéticas, reflete a crescente complexidade do apoio militar americano e as divergências estratégicas sobre o futuro do conflito. A Ucrânia agora busca alternativas para manter sua capacidade operacional diante de um cenário onde tanto a tecnologia quanto a diplomacia apresentam incertezas significativas.

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