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Estimativa do INPE aponta menor desmatamento na Amazônia desde 1988

No Brasil, segundo o INPE, o desmatamento estimado na Amazônia Legal caiu 41,8% entre agosto de 2025 e julho de 2026, a menor taxa da série iniciada em 1988, e a taxa consolidada só sai em 2027.

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Foto: ABC News
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16/10 às 16:02, atualizado 16:32

Pontos principais

  • Amazônia Legal: 3.335 km² desmatados entre agosto de 2025 e julho de 2026, estimativa preliminar baseada nas imagens prioritárias
  • O período anterior, já consolidado, somou 5.731 km²; o menor valor da série até então era 4.571 km², em 2012
  • Cerrado: 5.516,69 km² desmatados, queda de 23,8% e menor valor da série iniciada em 2001, com taxa consolidada
  • Pará (1.130 km²), Mato Grosso (849 km²) e Amazonas (525 km²) concentram as maiores áreas; só Roraima subiu, 0,4%
  • Entre 2023 e 2026, o Ibama realizou 76.095 ações de fiscalização e lavrou R$ 11,8 bilhões em multas
  • O INPE explica que o Prodes mede a supressão da vegetação, não sua legalidade, que depende de cruzar os dados com as autorizações

O governo federal divulgou em Brasília, com dados do Programa de Monitoramento dos Biomas Brasileiros (BiomasBR) do INPE, as taxas de desmatamento do período de agosto de 2025 a julho de 2026. Na Amazônia Legal, a área desmatada foi de 3.335 km², contra 5.731 km² no período anterior, já consolidado. O INPE ressalva que o número da Amazônia é uma estimativa baseada nas imagens prioritárias, e que a taxa consolidada, calculada com todas as imagens, só será divulgada no primeiro semestre de 2027.

No Cerrado, o desmatamento foi de 5.516,69 km², queda de 23,8% sobre 7.235,27 km², o menor valor da série iniciada em 2001. Na Amazônia, o Pará liderou com 1.130 km², seguido por Mato Grosso e Amazonas; só Roraima registrou alta, de 0,4%.

O governo lista como ações do período a fiscalização do Ibama, que entre 2023 e 2026 realizou 76.095 ações e lavrou 25.101 autos de infração contra a flora, e a retomada do PPCDAm e do PPCerrado, restabelecidos em 2023. O INPE também esclarece que o Prodes mede a supressão da vegetação, não a legalidade dela.

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