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Fundo Amazônia destina R$ 147,6 milhões ao SIM-Biomas, projeto do Inpe com IA

No Brasil, o Fundo Amazônia, gerido pelo BNDES, vai destinar R$ 147,6 milhões não reembolsáveis ao SIM-Biomas, projeto que usa IA para tornar mais rápido e detalhado o monitoramento da vegetação nativa nos biomas brasileiros.

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Foto: Canal Rural
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20/10 às 13:15, atualizado 18:02

Pontos principais

  • A Funcate executa o projeto, com execução técnica do Inpe, em prazo previsto de 60 meses.
  • O Deter, que monitora diariamente a supressão e a degradação na Amazônia, Cerrado e Pantanal, deverá ser expandido para Caatinga, Mata Atlântica e Pampa.
  • O mapeamento de áreas queimadas deverá passar de 1 km para 30 metros em todos os biomas, também com IA.
  • Um Subsistema de Inteligência Territorial produzirá indicadores de risco de desmatamento e degradação no curto prazo, além de cenários de longo prazo.
  • Sobrevoos na Amazônia coletarão amostras de CO₂, CH₄, N₂O e CO para comparar com estimativas baseadas na vegetação.
  • Os dados serão reunidos na plataforma pública TerraBrasilis++, com mapas, indicadores, alertas e cenários.

O BNDES anunciou o projeto na sexta-feira (16 de outubro), durante a apresentação dos novos dados de desmatamento do Inpe. O SIM-Biomas pretende combinar a precisão espacial do Prodes, que mede a perda de vegetação nativa, com a rapidez do Deter, que gera alertas em tempo quase real.

Segundo o Inpe, o desmatamento na Amazônia caiu 41,8% entre agosto de 2025 e julho de 2026, de 5.731 km² para 3.335 km², a menor taxa da série iniciada em 1988. No Cerrado, a queda foi de 23,8%, de 7.235,27 km² para 5.516,69 km².

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