Crise no Estreito de Ormuz eleva custos e ameaça segurança alimentar
Restrições no transporte marítimo em Ormuz pressionam preços de alimentos e dificultam o planejamento agrícola global, alerta o FIDA.
Pontos principais
- Preços de commodities agrícolas subiram 13% no terceiro trimestre.
- Instabilidade logística no Estreito de Ormuz já impacta colheitas e reduz a produtividade rural.
- Produtores reduzem o uso de fertilizantes devido à falta de previsibilidade no transporte.
- A crise é agravada por efeitos do El Niño e conflitos no Mar Negro.
- A falta de acordo entre EUA e Irã sobre fertilizantes ameaça a segurança alimentar na Ásia e África.
As restrições ao transporte marítimo no Estreito de Ormuz estão gerando um impacto direto na produtividade agrícola global e no custo dos alimentos. Segundo o presidente do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), Álvaro Lario, a interrupção do tráfego já apresenta efeitos visíveis nas colheitas, ameaçando a eficiência das propriedades rurais. Esse cenário, somado aos efeitos climáticos do El Niño e às dificuldades no Mar Negro, provocou uma alta de 13% nos preços das commodities durante o terceiro trimestre, levando produtores a reduzir a aplicação de insumos essenciais.
A situação é agravada pela ausência de um acordo entre Estados Unidos e Irã referente ao transporte de fertilizantes, o que eleva o risco de desabastecimento em regiões vulneráveis da Ásia e da África. A continuidade desse cenário de incertezas no comércio marítimo internacional ameaça a segurança alimentar global, exigindo atenção das autoridades para evitar um agravamento ainda maior nos preços dos produtos básicos nos próximos meses.
