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ONU alerta para risco de crise alimentar por impasse em Ormuz

Falta de acordo entre EUA e Irã para transporte de fertilizantes no Estreito de Ormuz ameaça a segurança alimentar na Ásia e na África.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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14/10 às 13:15, atualizado 16:34

Pontos principais

  • A ONU propôs um mecanismo para facilitar o trânsito de fertilizantes, mas o plano segue travado por falta de consenso entre Washington e Teerã.
  • O Estreito de Ormuz é uma rota estratégica que movimenta um terço da ureia global e quase metade do enxofre transportado por via marítima.
  • Jorge Moreira da Silva, subsecretário-geral da ONU, afirmou que o acordo é crucial nas próximas semanas para não comprometer a época de plantio.
  • Estimativas indicam que a interrupção pode elevar os preços de cereais em até 81%, oleaginosas em 66% e produtos de origem animal em 30%.
  • A operação da ONU prevê o monitoramento de cinco navios por dia através de um centro de coordenação em Omã.

A Organização das Nações Unidas (ONU) emitiu um alerta sobre o risco iminente de uma crise de segurança alimentar na Ásia e na África, decorrente da falha em implementar um acordo para o transporte de fertilizantes pelo Estreito de Ormuz. O impasse diplomático entre Estados Unidos e Irã impede a ativação de um mecanismo proposto pela entidade, que permitiria o trânsito monitorado de insumos agrícolas essenciais para a produção global.

Segundo o subsecretário-geral da ONU, Jorge Moreira da Silva, a conclusão do acordo é urgente, sendo necessário que ocorra nas próximas semanas para evitar prejuízos à atual época de plantio. Caso o fluxo não seja normalizado, a queda na produtividade agrícola pode elevar drasticamente os preços de commodities, com projeções de altas de até 81% para cereais e 66% para culturas oleaginosas, conforme estimativas da Câmara de Comércio Internacional.

A operação planejada pela ONU, que poderia ser ativada em um prazo de 7 a 10 dias após o consenso, prevê o trânsito de cinco navios por dia sob supervisão de monitores internacionais. A situação é agravada por outros gargalos logísticos globais, incluindo conflitos no Mar Negro e ataques de militantes houthis no Mar Vermelho, que já pressionam as cadeias de suprimentos e a estabilidade dos preços dos alimentos.

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