A crise no Estreito de Ormuz continua a impactar o mercado global de fertilizantes, elevando preços e ameaçando a inflação de alimentos. Apesar de uma breve reabertura, a apreensão de um cargueiro iraniano pela Marinha dos EUA comprometeu a navegação e a cadeia de suprimentos. O conflito no Oriente Médio, que afeta 20% do fertilizante mundial, gerou obstáculos logísticos severos e a destruição de fábricas, impedindo a reestabilização dos preços.
A instabilidade na região, com o "abre e fecha" do Estreito, gera grande incerteza para o agronegócio brasileiro, que teme pelos impactos na próxima safra. A rota é crucial para a entrega de produtos e insumos brasileiros no Oriente Médio e na China, e a dificuldade de planejamento levou operadores de logística a adicionar uma "taxa de guerra" para o escoamento de navios por rotas alternativas. Especialistas apontam que a retomada plena do fornecimento levará meses devido à complexidade logística e à necessidade de segurança para os navios, enquanto a destruição de infraestruturas de gás natural pode levar de 3 a 5 anos para ser reconstruída, mantendo os preços dos fertilizantes elevados.
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