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Crise em Ormuz eleva preços de fertilizantes e gera incerteza no agronegócio

A instabilidade no Estreito de Ormuz, com a apreensão de um cargueiro iraniano, mantém a alta nos preços de fertilizantes e ameaça a inflação global de alimentos e o agronegócio brasileiro.

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Foto: InfoMoney
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20/04 às 05:03

Pontos principais

  • A reabertura parcial do Estreito de Ormuz não aliviou as tensões após a Marinha dos EUA apreender um cargueiro iraniano.
  • O conflito no Oriente Médio afeta 20% do fertilizante mundial, gerando obstáculos logísticos e destruição de fábricas.
  • A instabilidade na região dificulta o planejamento das companhias brasileiras e impacta a logística de exportação para o Oriente Médio e a China.
  • Operadores de logística adicionaram uma 'taxa de guerra' para o escoamento de navios cargueiros por rotas alternativas.
  • O Brasil, que importa 85% de seus fertilizantes, é particularmente vulnerável à escassez e aos preços elevados, temendo impactos na próxima safra.

A crise no Estreito de Ormuz continua a impactar o mercado global de fertilizantes, elevando preços e ameaçando a inflação de alimentos. Apesar de uma breve reabertura, a apreensão de um cargueiro iraniano pela Marinha dos EUA comprometeu a navegação e a cadeia de suprimentos. O conflito no Oriente Médio, que afeta 20% do fertilizante mundial, gerou obstáculos logísticos severos e a destruição de fábricas, impedindo a reestabilização dos preços.

A instabilidade na região, com o "abre e fecha" do Estreito, gera grande incerteza para o agronegócio brasileiro, que teme pelos impactos na próxima safra. A rota é crucial para a entrega de produtos e insumos brasileiros no Oriente Médio e na China, e a dificuldade de planejamento levou operadores de logística a adicionar uma "taxa de guerra" para o escoamento de navios por rotas alternativas. Especialistas apontam que a retomada plena do fornecimento levará meses devido à complexidade logística e à necessidade de segurança para os navios, enquanto a destruição de infraestruturas de gás natural pode levar de 3 a 5 anos para ser reconstruída, mantendo os preços dos fertilizantes elevados.

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