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Juiz concede em parte pedido da Apple por documentos da OpenAI

Na Califórnia, o juiz federal Edward J. Davila concedeu em parte o pedido da Apple e mandou os réus, entre eles a OpenAI, entregar documentos de entrevistas com candidatos da Apple e imagens forenses, em prazos de 5 a 14 dias.

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Foto: News Bloomberglaw
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14/10 às 09:32, atualizado 14:04

Pontos principais

  • Imagens forenses já coletadas sobre o objeto das alegações, em 14 dias (5 dias para o material já coletado no processo).
  • Documentos usados para guiar entrevistas de candidatos vindos da Apple ao grupo de produtos de consumo de hardware da OpenAI: checklists, roteiros, manuais e apresentações “Technical Deep Dive”.
  • Conversas no LINE entre Chang Liu e Yu-Ting “Alyssa” Peng desde 1º de janeiro de 2026.
  • Depoimentos de Chang Liu, Tang Yew Tan e Alyssa Peng, e de um representante das empresas (30(b)(6)), em até 30 dias após as respostas; o quarto depoente pedido pela Apple foi negado.
  • Negados nesta fase os pedidos sobre P&D da OpenAI em acabamentos metálicos, gestão de energia e bateria; ficam para o discovery ordinário.
  • Pedidos que usam o termo “Apple Originated Information” foram adiados, por ser amorfo; a Apple tem cinco dias para propor definição mais restrita.

Em tribunal federal de San Jose, na Califórnia, a Apple processa Chang Liu, Tang Yew Tan, a OpenAI Foundation, a OpenAI Group PBC e a io Products. Segundo a Apple, Liu e Tan usaram informações proprietárias para ajudar a OpenAI a desenvolver hardware, para obter conhecimento interno em entrevistas com funcionários da Apple que consideravam trabalhar na OpenAI e para orientar novos contratados a evitar escrutínio ao deixar a empresa. O juiz Davila considerou procedente o argumento de que logs, metadados e registros forenses são transitórios e podem ser perdidos, sobrescritos ou destruídos, especialmente diante da conversa entre Liu e Peng sobre restaurar dispositivos da Apple que estavam em poder deles.

Os réus dizem, com base em perícia própria, que a análise do Mac Mini de Liu não encontrou evidência de uso do arquivo de segredo comercial em nenhuma plataforma de IA. A perícia da Apple sobre o MacBook de Liu conclui o contrário quanto a março de 2026. O juiz não pesou, nesta fase, essas conclusões conflitantes sobre deleção de provas; a liminar pendente da Apple pesa a favor da descoberta, mas não basta sozinha para justificá-la.

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