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OpenAI pede arquivamento de processo da Apple por segredos comerciais

A OpenAI solicitou à Justiça o fim da ação da Apple, alegando que o processo é uma tentativa infundada de restringir a mobilidade de talentos.

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Foto: TecMundo
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06/08 às 04:01 · atualizado 12:33

Pontos principais

  • A OpenAI protocolou uma moção para rejeitar o processo movido pela Apple por suposto roubo de segredos comerciais.
  • A defesa da OpenAI argumenta que a Apple utiliza a ação judicial como pretexto para impedir a saída de funcionários para a concorrência.
  • A empresa de IA afirma que a Apple falhou em proteger adequadamente seus dados, citando falhas em procedimentos internos de segurança.
  • O processo envolve acusações contra dois ex-funcionários da Apple, Tang Tan e Chang Liu, agora contratados pela OpenAI.
  • A OpenAI sustenta que a Apple busca compensar dificuldades estratégicas na integração de IA em seus produtos através do litígio.
  • A petição de indeferimento foi apresentada na Justiça Federal do Distrito Norte da Califórnia.
  • A defesa alega que a Apple não especificou quais segredos teriam sido apropriados indevidamente.

A OpenAI solicitou formalmente à Justiça Federal do Distrito Norte da Califórnia o arquivamento da ação judicial movida pela Apple, que acusa a startup de inteligência artificial de apropriação indevida de segredos comerciais. Em sua petição, a OpenAI classificou as alegações da fabricante do iPhone como infundadas e argumentou que o litígio serve, na verdade, como um pretexto para restringir a mobilidade de talentos no setor de tecnologia, além de mascarar dificuldades estratégicas da Apple na integração de ferramentas de IA em seus dispositivos.

Além de negar o roubo de propriedade intelectual, a defesa da OpenAI apontou falhas nas práticas de segurança e nos procedimentos de desligamento da própria Apple. Segundo a startup, a empresa de hardware teria permitido o acesso a contas corporativas após a saída de ex-funcionários, o que invalidaria a tese de proteção rigorosa de dados. O caso, que envolve a contratação de ex-executivos da Apple como Tang Tan e Chang Liu, destaca a crescente disputa por capital humano especializado em um mercado onde a corrida pela liderança em inteligência artificial tem intensificado a pressão competitiva entre as gigantes do setor.

Fonte primária

OpenAI Foundation, OpenAI Group PBC, io Products LLC, Tang Yew Tan e Chang Liu (via Quinn Emanuel Urquhart & Sullivan LLP) / U.S. District Court, N.D. Cal.

Defendants' Motion to Dismiss Apple Inc.'s Complaint — Apple Inc. v. Liu et al., No. 5:26-cv-07078-EJD (N.D. Cal.)

Na petição de 34 páginas protocolada em 5/8/2026, os réus pedem o arquivamento integral da ação da Apple, classificando a queixa como 'apodrecida em sua essência' e 'protocolada sem investigação adequada'. Argumentam que a Apple não identificou nenhum segredo comercial específico e protegível — os itens listados seriam categorias genéricas do processo de desenvolvimento de produto (fabricação de componentes, testes, relações com fornecedores, canais de distribuição), sem os cuidados de sigilo exigidos pelo Defend Trade Secrets Act. Sobre Tang Yew Tan (ex-Chief Hardware Officer da Apple, 24 anos na empresa), a defesa diz que a Apple confundiu recrutamento e atividade de hardware padrão do setor com furto, sem apontar segredo específico que ele tenha divulgado ou usado na OpenAI; afirmam que Tan orientou recrutas e sua equipe a não trazerem informação confidencial de ex-empregadores. Sobre Chang Liu, a petição diz que ele acessou informações após sair da empresa a pedido de ex-colegas da própria Apple, que inclusive mantiveram o acesso dele ativo deliberadamente para dar continuidade a projetos. Os réus também atribuem o vazamento de acesso a falhas da própria Apple — incentivo ao uso de contas iCloud pessoais para trabalho e falha em revogar acesso de ex-funcionários — e não a apropriação indevida. A frase central: 'OpenAI has no use, need or desire for Apple's trade secrets. OpenAI is building something entirely new and different from anything at Apple' — a empresa diz que seu interesse é contratar os melhores profissionais, o que a lei da Califórnia permite e incentiva. Concluem que a Apple usa 'uma ação judicial infundada e pretextual' para compensar suas dificuldades em reter talentos e em integrar IA aos próprios produtos, e pedem arquivamento das quatro causas de pedir por falha em alegar fatos plausíveis, além de contestar jurisdição sobre as alegações contratuais por ausência de diversidade.

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