O que é a Apple
A Apple Inc. é uma empresa de tecnologia norte-americana com sede em Cupertino, na Califórnia. Projeta e vende computadores (Mac), smartphones (iPhone), tablets (iPad), relógios inteligentes (Apple Watch) e acessórios, além dos sistemas operacionais que rodam neles (iOS, macOS, watchOS) e de um conjunto de serviços por assinatura — App Store, Apple Music, Apple TV, iCloud e Apple Pay, entre outros.
Em 28 de julho de 2026, a ação da Apple subiu 1,8% na abertura, a US$ 342,89, e a empresa ultrapassou pela primeira vez a marca de US$ 5 trilhões em valor de mercado — movimento intradiário, já que o papel devolveu a alta e fechou o dia praticamente estável. Foi a segunda empresa da história a alcançar esse patamar, depois da Nvidia. No acumulado de 2026 até aquela data, a ação subia cerca de 25%.
História e origem
A Apple foi fundada em 1º de abril de 1976, na Califórnia, por Steve Jobs, Steve Wozniak e Ronald Wayne. O primeiro produto foi o Apple I, um protótipo do qual cerca de 200 unidades foram vendidas. O Apple II, de 1977, foi o primeiro grande sucesso comercial da empresa.
Em 1983 veio o Apple Lisa, primeiro computador da empresa com interface gráfica, e em 1984 o Macintosh 128K. Jobs deixou a Apple em 1985 e fundou a NeXT Computer. Retornou em 1997, quando a Apple comprou a NeXT, e conduziu a reestruturação que produziu a sequência de lançamentos seguinte: o iPod, em 2001, que reorganizou o mercado de música portátil; o iPhone, em 2007; e o iPad, em 2010.
Tim Cook assumiu o comando da empresa em 2011, ano da morte de Jobs. Em 2 de agosto de 2018, a Apple se tornou a primeira empresa de capital aberto dos Estados Unidos a valer US$ 1 trilhão.
Quem comanda a Apple
Em 20 de abril de 2026, a Apple anunciou a transição de comando: Tim Cook passa a presidente executivo do conselho de administração (executive chairman) e John Ternus assume como CEO em 1º de setembro de 2026. Ternus entrou na Apple em 2001, na equipe de design de produtos, tornou-se vice-presidente de Engenharia de Hardware em 2013 e passou a integrar o time executivo em 2021, como vice-presidente sênior de Engenharia de Hardware.
No comunicado, Cook descreveu o sucessor como alguém que "tem a mente de um engenheiro, a alma de um inovador e o coração para liderar com integridade e honra". Ternus afirmou ter tido "a sorte de trabalhar sob Steve Jobs e de ter Tim Cook como mentor" ao longo da carreira. Arthur Levinson, presidente do conselho, disse que "a liderança sem precedentes de Tim transformou a Apple na melhor empresa do mundo". O diretor financeiro é Kevan Parekh.
iPhone e as linhas de produto
O iPhone, lançado em 2007, é o principal produto da empresa em receita. A linha atualmente à venda no site brasileiro reúne iPhone 17 Pro, iPhone Air, iPhone 17, iPhone 17e e iPhone 16.
Além do iPhone, a Apple mantém as linhas Mac (computadores), iPad (tablets), Apple Watch (relógios) e acessórios como AirPods, além do software que roda em todas elas.
Apple Watch
O Apple Watch foi anunciado em 9 de setembro de 2014 e chegou às lojas dos Estados Unidos em 24 de abril de 2015; no Brasil, em 16 de novembro de 2015. Roda o sistema watchOS e depende de um iPhone para funcionar plenamente.
A linha vendida hoje no Brasil tem três modelos — Apple Watch Series 11, Apple Watch SE 3 e Apple Watch Ultra 3 —, além da variante Apple Watch Nike.
Boa parte do apelo do produto está nos recursos de saúde, que a própria Apple delimita com ressalvas:
- ECG (eletrocardiograma): disponível no Series 4 e posteriores, exceto nos modelos SE, e indicado para maiores de 22 anos. Gera um eletrocardiograma de derivação única.
- Oxigênio no sangue: o app é apresentado como ferramenta de bem-estar, não de uso médico.
- Notificações de hipertensão: não recomendadas para menores de 22 anos, pessoas já diagnosticadas ou gestantes.
- Apneia do sono: disponível no Series 9 e posteriores, Ultra 2 e posteriores e no SE 3, para maiores de 18 anos sem diagnóstico prévio.
- Sensor de temperatura: presente no Series 8 e posteriores, no SE 3 e em todos os modelos Ultra; também não se destina a uso médico.
- Notificações de ritmo cardíaco irregular: exigem versões atualizadas de watchOS e iOS e não são indicadas para menores de 22 anos ou para quem já tem fibrilação atrial.
Apple TV
Apple TV é ao mesmo tempo o nome do aparelho de streaming da empresa (Apple TV 4K), do aplicativo que agrega conteúdo e do serviço de assinatura. No Brasil, a assinatura custa R$ 29,90 por mês após o período de teste gratuito.
O serviço inclui as produções originais da Apple e a transmissão de jogos da MLS e do beisebol das sextas-feiras, sem custo adicional. O aplicativo também reúne serviços de terceiros — Paramount+, Prime Video, Disney+ e Globoplay, entre outros — e oferece filmes para compra e aluguel. Está disponível em Apple TV 4K, iPhone, iPad, Mac, aparelhos Android, PC, smart TVs e consoles.
Apple Music
O Apple Music é o serviço de streaming de música da empresa, com catálogo de mais de 100 milhões de faixas e sem anúncios. No Brasil, os planos custam R$ 23,90 por mês (individual), R$ 40,90 (família) e R$ 12,90 (estudante), todos com o primeiro mês gratuito.
Todas as assinaturas incluem áudio espacial com Dolby Atmos e áudio lossless — este último em até 192 kHz na qualidade Hi-Res —, sem cobrança extra.
App Store e as lojas físicas
A App Store é a loja de aplicativos do iPhone e do iPad e uma das principais fontes da receita de serviços da Apple, já que a empresa cobra comissão sobre as vendas feitas dentro dos aplicativos. Esse modelo é o centro das disputas regulatórias que a empresa enfrenta em vários países, inclusive no Brasil.
As lojas físicas, chamadas Apple Store, são poucas no país: há duas, a do VillageMall, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, e a do shopping Morumbi, em São Paulo. A operação brasileira mantém escritório na Rua Leopoldo Couto de Magalhães Jr., no Itaim Bibi, em São Paulo. Fora dessas unidades, a venda é feita pela loja on-line e por revendedores autorizados.
Resultados financeiros
No terceiro trimestre do ano fiscal de 2026, encerrado em 27 de junho de 2026 e divulgado em 30 de julho, a Apple registrou receita de US$ 109,4 bilhões, alta de 16% sobre o mesmo trimestre do ano anterior, lucro por ação de US$ 2,02 (alta de 29%) e margem bruta de 50,1%. Foram recordes para um trimestre de junho em receita total e em lucro por ação, com recordes também em iPhone, Mac e Serviços.
"Nossa base instalada de dispositivos ativos também atingiu novo recorde histórico em todas as principais categorias", disse Tim Cook no comunicado. O diretor financeiro Kevan Parekh afirmou que a empresa ficou "muito satisfeita" com o desempenho recorde do trimestre.
No primeiro trimestre do mesmo ano fiscal, encerrado em 27 de dezembro de 2025, a receita havia sido de US$ 143,8 bilhões, também com alta de 16%, e o lucro por ação diluído de US$ 2,84, alta de 19%. Segundo Cook, o iPhone teve naquele trimestre "o melhor desempenho de sua história, impulsionado por demanda sem precedentes, com recordes históricos em todas as regiões".
A Apple no Brasil
Além das duas lojas físicas e do escritório em São Paulo, a presença da Apple no Brasil tem sido marcada nos últimos anos pelo enfrentamento regulatório em torno da App Store.
Em 23 de dezembro de 2025, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) homologou um acordo com a Apple que altera o funcionamento do iPhone no país. Pelo termo, a empresa passa a permitir que desenvolvedores incluam links direcionando usuários a formas de pagamento fora do aplicativo, ofereçam métodos de pagamento alternativos às compras dentro da App Store e distribuam aplicativos por canais alternativos — o chamado sideloading, já disponível na União Europeia.
O processo administrativo começou em 2022, a partir de representações da Ebazar.com.br e do Mercado Livre, que acusavam a Apple de abuso de posição dominante na distribuição de aplicativos no iOS. A investigação apontou práticas restritivas na venda de conteúdo digital dentro do ecossistema, especialmente a proibição de venda de serviços digitais de terceiros e a obrigatoriedade do sistema de pagamentos da própria Apple.
O acordo deu à Apple prazo de 105 dias para implementar as mudanças, tem duração de três anos a partir do momento em que as novas regras se tornam obrigatórias para os desenvolvedores e prevê multa de até R$ 150 milhões em caso de descumprimento, além da retomada da investigação.
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