União Europeia e China fecham acordo para limitar importação de híbridos
Bloco europeu estabelece cota de 350 mil veículos híbridos chineses por ano para conter excesso de capacidade industrial e proteger o mercado local.
Pontos principais
- Acordo preliminar limita a entrada de veículos híbridos e plug-in chineses a 350 mil unidades anuais.
- A medida busca evitar que as importações atinjam a projeção de 800 mil unidades em 2026.
- Veículos que ultrapassarem a cota estabelecida serão bloqueados na entrada da União Europeia.
- França e Alemanha defendem novos poderes para Bruxelas restringirem práticas comerciais desleais.
A União Europeia e a China firmaram um acordo preliminar para limitar a exportação de veículos híbridos e plug-in ao bloco europeu. A medida estabelece um teto de 350 mil unidades anuais, uma tentativa estratégica de conter o excesso de capacidade industrial chinesa sem a necessidade de impor tarifas pesadas. A restrição visa evitar que o volume de importações, que cresceu significativamente nos últimos meses, alcance a projeção de 800 mil veículos em 2026.
O excesso de oferta chinesa ocorre em um momento de queda nas vendas domésticas da China, o que tem pressionado o mercado global. Diante desse cenário, França e Alemanha propuseram conceder a Bruxelas novos poderes para restringir o acesso ao mercado europeu em casos de práticas comerciais consideradas desleais. Caso o limite de 350 mil unidades seja excedido, os veículos excedentes serão bloqueados na entrada do bloco, garantindo maior controle sobre a competitividade da indústria automotiva regional.
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