China e UE fecham entendimento sobre comércio de carros híbridos
Em declaração conjunta ao fim de reunião em Pequim, China e União Europeia dizem ter chegado a um entendimento sobre o comércio de veículos híbridos, sem fixar volumes ou prazos, e marcaram nova reunião do mecanismo para março de 2027.
Pontos principais
- Após consultas intensas, China e UE chegaram a um entendimento sobre o comércio de híbridos, de forma consistente com as regras da OMC.
- A reunião foi copresidida por Wang Wentao, ministro do Comércio chinês, e por Maroš Šefčovič, comissário europeu para Comércio e Segurança Econômica.
- O encontro gerou uma lista de 16 pontos de consenso em quatro áreas: comércio e investimento, controles de exportação, propriedade intelectual e reforma da OMC.
- A China vai continuar facilitando, pelo 'canal verde', as licenças de exportação de terras raras e ímãs permanentes para a UE.
- Os dois lados vão comunicar com antecedência inclusões em listas de controle de exportação e estudam medidas para facilitar o comércio de itens de uso duplo.
- A UE esclarece que sua orientação de financiamento para projetos de inversores não se dirige a países específicos, e o tema segue em consulta.
- Os dois lados vão manter diálogo técnico sobre o regulamento europeu de subsídios estrangeiros (FSR).
- A terceira reunião do mecanismo será em março de 2027, com videoconferência ministerial em janeiro.
O encontro foi a segunda reunião do Mecanismo de Consulta em Comércio e Investimento entre China e União Europeia, realizada em Pequim em 8 e 9 de outubro. Wang Wentao, ministro do Comércio chinês, expressou preocupação com medidas comerciais recentes da UE e afirmou que a China é parte da solução para os problemas do bloco, não a origem deles. Šefčovič disse que a China é um parceiro comercial importante e que os atritos devem ser administrados por meio de diálogo.
Na lista de 16 pontos, os dois lados não fixam volume, percentual nem prazo para o comércio de híbridos. Também não anunciam cortes tarifários: seguem apenas discutindo a possibilidade de reduzir tarifas sobre alguns produtos, dentro das regras da OMC.
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