Sessenta países condenam cobrança de pedágio em rotas marítimas
Declaração internacional repudia restrições e taxas em estreitos após aumento de ataques a navios de petróleo no Estreito de Ormuz.
Pontos principais
- Sessenta nações assinaram documento contra cobranças e restrições em rotas marítimas internacionais.
- A iniciativa defende a liberdade de navegação e rejeita exigências de autorização prévia para trânsito.
- O Estreito de Ormuz registrou 12 incidentes com embarcações de energia entre o fim de setembro e início de outubro.
- A Guarda Revolucionária do Irã confirmou a explosão de um petroleiro após colisão com uma mina naval.
Sessenta países, incluindo membros da União Europeia, Japão, Austrália e Reino Unido, formalizaram uma declaração conjunta em defesa da liberdade de navegação em estreitos internacionais. O bloco se opõe à imposição de pedágios e a exigências de autorização prévia para o trânsito de embarcações, defendendo que tais práticas violam normas globais de comércio e transporte marítimo.
A movimentação diplomática ocorre em um cenário de crescente instabilidade no Estreito de Ormuz, onde foram contabilizados ao menos 12 incidentes envolvendo navios de petróleo e gás entre 28 de setembro e 5 de outubro. Recentemente, a Guarda Revolucionária do Irã relatou a explosão de um petroleiro após o impacto com uma mina naval, reforçando a preocupação da Organização Marítima Internacional com a segurança das rotas estratégicas e a necessidade de medidas multilaterais para conter ataques e intimidações na região.
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