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Irã intercepta navios no Estreito de Ormuz e petróleo dispara

A Guarda Revolucionária do Irã interceptou navios-tanque no Estreito de Ormuz, elevando tensões que levaram o petróleo Brent a uma alta mensal de 24% em julho.

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Foto: G1 Mundo
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31/07 às 09:15 · atualizado 18:15

Pontos principais

  • A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã declarou ter interceptado dois navios-tanque no Estreito de Ormuz.
  • Teerã afirmou que outros quatro navios recuaram após ignorarem advertências das forças iranianas.
  • O governo iraniano criticou a escolta aérea fornecida pelos Estados Unidos na região.
  • O petróleo Brent subiu 24% e o WTI 21% em julho, a maior alta mensal desde março, devido à instabilidade nas rotas.
  • Navios sauditas alteraram rotas no Estreito de Bab el-Mandeb devido a ameaças do movimento houthi.
  • Analistas do mercado de commodities apontam que a restrição ao tráfego marítimo é o principal motor da volatilidade nos preços.

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) informou ter interceptado dois navios-tanque que transitavam pelo Estreito de Ormuz, alegando que as embarcações utilizavam rotas não autorizadas. Segundo o comunicado oficial, outros quatro navios optaram por recuar após receberem advertências das forças iranianas. O incidente ocorreu enquanto as embarcações contavam com escolta aérea dos Estados Unidos, elevando a tensão geopolítica. Em resposta, o governo iraniano emitiu um alerta a empresas de navegação para que ignorem orientações do Comando Central dos EUA (Centcom) e sigam as normas estabelecidas por Teerã.

O impacto econômico da crise foi imediato, com o mercado de energia reagindo à ameaça de bloqueio em rotas vitais. Em julho, o petróleo Brent registrou alta de 24% e o WTI subiu 21%, marcando o maior avanço mensal desde março. A instabilidade é agravada pela atuação de aliados houthis no Iêmen, que ameaçam embarcações no Estreito de Bab el-Mandeb, forçando navios sauditas a buscarem rotas alternativas. O presidente Donald Trump classificou a situação como uma guerra em curso, embora tenha mantido a possibilidade de negociações diplomáticas para conter a escalada que ameaça o suprimento global de energia.

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