Avanço da inteligência artificial pode ampliar desigualdade de gênero
Relatório aponta que o boom da IA ameaça cargos ocupados por mulheres e alerta para a baixa representatividade feminina no setor de tecnologia.
Pontos principais
- Cargos de escritório qualificados, frequentemente ocupados por mulheres, correm maior risco com a automação por IA.
- Apenas um em cada cinco profissionais de engenharia de IA é mulher.
- Empresas especializadas em IA possuem menor diversidade de gênero que outros setores.
- O progresso na redução das desigualdades de gênero globalmente desacelerou desde 2016.
- Especialistas recomendam investimentos em formação para mitigar impactos tecnológicos.
Um novo relatório do Fórum Econômico Mundial em parceria com o LinkedIn alerta que o rápido avanço da inteligência artificial pode acentuar as disparidades de gênero no mercado de trabalho. A análise indica que funções de escritório altamente qualificadas, ocupadas majoritariamente por mulheres, estão entre as mais vulneráveis à automação, o que ameaça reverter conquistas históricas de equidade profissional.
Atualmente, a representação feminina no setor de tecnologia permanece baixa, com mulheres ocupando apenas 20% dos cargos de engenharia de IA. Diante desse cenário, especialistas defendem que governos e empresas priorizem investimentos em programas de capacitação e planos de carreira específicos para mulheres, visando mitigar os riscos de exclusão digital e garantir uma transição mais equilibrada para a nova economia baseada em IA.
