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Estudo do FMI estima que 40% do emprego mundial está exposto à IA

Estudo do FMI de janeiro de 2024 estima que cerca de 40% do emprego mundial está exposto à IA; exposição mede risco e potencial, não perda de vagas.

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Foto: G1 - Economia
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14/10 às 03:45, atualizado 12:33

Pontos principais

  • Cerca de 40% do emprego mundial está em ocupações expostas à IA: 60% nas economias avançadas, 40% nas emergentes e 26% nas de baixa renda.
  • Nas economias avançadas, metade dos empregos expostos pode ser afetada negativamente pela IA; a outra metade pode ganhar produtividade com a tecnologia.
  • Mulheres e pessoas com ensino superior estão mais expostas à IA, mas também mais aptas a aproveitar seus ganhos.
  • Trabalhadores mais velhos têm menos chance de conseguir nova colocação em um ano após uma demissão.
  • No modelo calibrado para o Reino Unido, a desigualdade de riqueza sobe em todos os cenários; a de renda do trabalho depende de quanto a IA complementa profissões de alta renda.
  • Os resultados valem para o curto e médio prazo, pois supõem setores de tamanho fixo e tarefas inalteradas em cada ocupação.

A estimativa vem de uma nota de discussão da equipe técnica do FMI e cobre 142 países. A própria nota ressalva que suas opiniões são as dos autores, não necessariamente as da instituição.

Para os jovens, o quadro tem duas faces. Os de ensino superior migram com mais facilidade para funções complementares à IA, mas a redução da demanda por funções pouco complementares pode dificultar a entrada de jovens altamente qualificados no mercado.

O estudo do FMI recomenda redes de proteção social e requalificação para os trabalhadores em risco, e aponta que políticas fiscais e redistributivas moldarão o efeito da IA sobre renda e riqueza. Economias de baixa renda e emergentes menos preparadas devem priorizar infraestrutura digital e competências digitais.

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