Daily Journal
Daily Journal

Ibovespa renova recorde aos 209 mil pontos e dólar fecha abaixo de R$ 5

O Ibovespa atingiu a máxima histórica de 209.066 pontos nesta sexta-feira, enquanto o dólar comercial recuou 0,78%, cotado a R$ 4,9851, impulsionado pelo cenário eleitoral e externo.

Daily Journal
Foto: Canal Rural
||
09/10 às 08:15, atualizado 20:01

Pontos principais

  • O Ibovespa encerrou o pregão com alta de 1,38%, atingindo o patamar recorde de 209.066,90 pontos.
  • O dólar comercial fechou em queda de 0,78%, sendo negociado a R$ 4,9851 ao final do dia.
  • O IPCA de setembro subiu 0,82%, acumulando alta de 4,58% em 12 meses, acima do limite da banda do Conselho Monetário Nacional.
  • Pesquisas eleitorais recentes do Datafolha e da AtlasIntel apontam Flávio Bolsonaro à frente de Lula no segundo turno.
  • O petróleo Brent avançou 0,42%, cotado a US$ 104,72, influenciado por tensões geopolíticas no Oriente Médio.
  • Analistas do mercado financeiro atribuem o otimismo à expectativa de maior controle fiscal em um eventual novo governo.
  • O volume financeiro registrado na bolsa brasileira durante o pregão foi de R$ 39,4 bilhões.

O mercado financeiro brasileiro encerrou a semana com forte otimismo, levando o Ibovespa a renovar sua máxima histórica ao atingir 209.066,90 pontos. O movimento de alta de 1,38% foi acompanhado por uma valorização do real, com o dólar comercial fechando abaixo da marca de R$ 5,00, cotado a R$ 4,9851. O desempenho positivo foi sustentado por um cenário externo favorável e pelo chamado 'trade eleitoral', que reflete a expectativa dos investidores em relação ao segundo turno das eleições presidenciais.

Internamente, o foco dos investidores recaiu sobre a divulgação do IPCA de setembro, que registrou alta de 0,82%. Com esse resultado, a inflação acumulada em 12 meses atingiu 4,58%, superando o limite superior da banda estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. A leitura do indicador gerou divergências entre analistas sobre os próximos passos da política monetária, com parte do mercado debatendo se o Banco Central manterá o ritmo de cortes na taxa Selic ou se optará por uma pausa no ciclo de redução dos juros.

O otimismo também foi alimentado por pesquisas eleitorais recentes, como as do Datafolha e da AtlasIntel, que indicam Flávio Bolsonaro à frente de Luiz Inácio Lula da Silva na disputa pelo segundo turno. Segundo especialistas da GTF Capital, o mercado precifica positivamente a possibilidade de um controle mais rigoroso dos gastos públicos e uma trajetória de juros mais favorável em um eventual novo governo. Paralelamente, o setor de varejo destacou-se como um dos principais beneficiários da queda nos juros futuros, enquanto o petróleo Brent manteve-se acima dos US$ 104, influenciado por tensões no Oriente Médio e impactos climáticos na produção norte-americana.

Tópicos relacionados

Comentários

Carregando comentários...