Ibovespa sobe 1,88% e recupera perdas com alívio na inflação dos EUA
O Ibovespa fechou em alta de 1,88%, aos 177.158 pontos, impulsionado por dados de inflação nos EUA em linha com o esperado e otimismo corporativo.
Pontos principais
- O Ibovespa encerrou o pregão aos 177.158 pontos, recuperando a queda de 1,52% registrada na véspera.
- O índice PCE dos Estados Unidos, indicador de inflação monitorado pelo Federal Reserve, veio dentro das expectativas do mercado.
- A queda do IGP-M no Brasil reforçou as apostas de investidores por um corte na taxa Selic na próxima reunião do Copom.
- O volume financeiro totalizou R$ 22,7 bilhões, com forte desempenho de blue chips como Petrobras, Vale e bancos.
- Resultados corporativos positivos de gigantes de tecnologia nos EUA, como Microsoft e Amazon, impulsionaram o apetite por risco.
- O dólar comercial encerrou o dia em queda, cotado a R$ 5,06, refletindo a melhora no sentimento global.
- Apesar das tensões geopolíticas no Oriente Médio, a queda de quase 5% no preço do petróleo ajudou a aliviar preocupações inflacionárias.
O mercado financeiro brasileiro encerrou o pregão desta quinta-feira com otimismo, revertendo as perdas observadas na sessão anterior. O Ibovespa avançou 1,88%, atingindo 177.158 pontos, em um movimento de recuperação sustentado pela melhora do sentimento de risco global. O principal catalisador foi a divulgação dos dados de inflação (PCE) nos Estados Unidos, que vieram em linha com as projeções, reduzindo temores sobre uma trajetória mais agressiva de juros pelo Federal Reserve.
No cenário doméstico, a queda do IGP-M trouxe um alívio adicional, reforçando as expectativas de que o Banco Central brasileiro poderá seguir com o ciclo de corte na taxa Selic na próxima reunião do Copom. O fluxo de investidores estrangeiros retornou ao mercado local, beneficiando ações de grande capitalização, conhecidas como blue chips, que lideraram os ganhos do dia. O desempenho positivo ocorreu mesmo diante de um cenário de cautela geopolítica, com o mercado monitorando de perto as tensões entre os Estados Unidos e o Irã.
O otimismo também foi alimentado por resultados corporativos sólidos nos Estados Unidos, especialmente no setor de tecnologia, o que impulsionou o apetite por risco em bolsas globais. Paralelamente, a desvalorização do dólar, que fechou cotado a R$ 5,06, refletiu a entrada de capital e a estabilização das expectativas macroeconômicas. A combinação de dados de inflação controlados e a queda nos preços do petróleo, que recuou quase 5% no dia, ajudou a reduzir a pressão sobre as taxas de juros futuros, consolidando um ambiente favorável para a valorização dos ativos de risco no Brasil.
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