Eduardo Paes diz respeitar decisão judicial que eliminou segundo turno no Rio
Eduardo Paes disse que respeita a decisão judicial que eliminou o segundo turno no governo do Rio de Janeiro, mas afirmou que ela contraria a vontade dos eleitores.
Pontos principais
- Paes diz que a maioria dos eleitores fluminenses votou para que a eleição fosse decidida no segundo turno, inicialmente marcado para 25 de outubro.
- O TSE anulou por cinco votos a dois os 274.411 votos de Anthony Garotinho (Republicanos), cujo registro foi indeferido por condenação por improbidade administrativa.
- Sem os votos de Garotinho, Douglas Ruas (PL) chega a aproximadamente 50,9% dos votos válidos, mas o TRE-RJ ainda fará a nova contagem oficial para formalizar o resultado.
- Paes agradece aos mais de 3,7 milhões de votos recebidos no primeiro turno, 42,76% dos válidos.
O ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (PSD) divulgou na noite de quinta-feira (8) uma carta em que diz respeitar a decisão judicial que eliminou o segundo turno no governo do Rio de Janeiro. Ele escreve que “a Justiça decidiu que não haverá segundo turno, contrariando a vontade soberana dos eleitores”, e completa: “decisão judicial a gente respeita. É assim que funciona a democracia”.
A decisão partiu do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que anulou os votos de Anthony Garotinho (Republicanos). O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou o pedido da coligação de Paes para suspender a anulação.
Paes afirma que o estado vive “uma das maiores crises da sua história, especialmente na segurança pública”. Ele diz que o PSD e seu grupo político “seguirão vigilantes, acompanhando e cobrando resultados” de um governo que dá continuidade a oito anos do mesmo grupo no poder.
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