Populações de vida selvagem na África caíram 80% desde 1970
Relatório da WWF aponta declínio drástico na biodiversidade africana, impulsionado principalmente pela expansão agrícola e exploração de recursos.
Pontos principais
- O Living Planet Report 2026 da WWF registra queda média de 80% nas populações de vida selvagem na África entre 1970 e 2022.
- A África apresenta o segundo maior declínio regional de biodiversidade, superada apenas pela América Latina e Caribe.
- A Bacia do Congo enfrenta pressões críticas devido a atividades como mineração, exploração madeireira e expansão de infraestrutura.
- O sistema alimentar e agrícola global é identificado como o principal vetor da perda de espécies no continente.
- A WWF destaca que a tendência é reversível, citando a recuperação de populações de tigres e gorilas como casos de sucesso.
Um relatório da WWF revelou um declínio alarmante de 80% nas populações de vida selvagem na África ao longo das últimas cinco décadas. O levantamento, intitulado Living Planet Report 2026, aponta que a região enfrenta a segunda maior perda de biodiversidade do mundo, ficando atrás apenas da América Latina e Caribe. Áreas sensíveis, como a Bacia do Congo, sofrem pressões constantes devido à expansão agrícola, mineração e exploração madeireira, que alteram drasticamente os habitats naturais.
Apesar do cenário crítico, a organização ressalta que a perda de biodiversidade não é um processo irreversível. O documento cita exemplos de sucesso em programas de conservação, como a recuperação de populações de tigres, gorilas e tartarugas marinhas. Para reverter o quadro, a WWF defende uma mudança estrutural nos sistemas alimentares globais e o redirecionamento de investimentos de atividades predatórias para iniciativas de restauração ambiental e preservação da natureza.
Cobertura da mídia
Comentários
Carregando comentários...
