Populações de vertebrados selvagens caíram 73% desde 1970
O WWF e a Sociedade Zoológica de Londres registram queda média de 73% nas populações de vertebrados monitoradas entre 1970 e 2022, com a maior perda regional na América Latina e no Caribe.
Pontos principais
- O índice reúne 35.803 populações de 5.790 espécies de anfíbios, aves, peixes, mamíferos e répteis.
- Por ecossistema, a queda é de 85% na água doce, 69% no ambiente terrestre e 59% no marinho.
- Por região, a queda é de 95% na América Latina e no Caribe, 80% na África, 49% na Ásia-Pacífico, 28% na América do Norte e 23% na Europa e Ásia Central.
- O WWF e a ZSL estimam que cerca de metade do PIB global de 2023, ou aproximadamente US$ 58 trilhões, depende da natureza de alguma forma.
O Relatório Planeta Vivo 2026, publicado pelo WWF e pela Sociedade Zoológica de Londres (ZSL), estima que as populações de vertebrados monitoradas caíram, em média, 73% entre 1970 e 2022, o equivalente a 2,5% ao ano. Metade delas está em declínio; a outra metade é estável ou crescente, mas as perdas pesam mais na média global.
O WWF e a ZSL ressalvam que o índice mede a abundância relativa das populações, não o número total de animais, e que a queda média não significa que 73% das espécies estejam em declínio. A edição de 2024 registrava 72,9%; segundo as organizações, a diferença vem da inclusão de 967 novas populações e 295 novas espécies, e não de estabilização.
Os vetores citados são perda e degradação de habitats, superexploração e mudança climática. O WWF e a ZSL reconhecem também que o monitoramento favorece espécies de regiões temperadas, enquanto as tropicais, que caíram mais desde 1970, estão menos representadas.
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