Desmatamento global cai 15% em 2025, mas sobe na África tropical
Segundo a Forest Declaration Assessment 2026, o desmatamento global caiu 15% em 2025, mas o mundo segue 70% fora da trajetória para zerá-lo até 2030 e a África tropical teve alta.
Pontos principais
- O desmatamento somou pouco mais de 7 milhões de hectares em 2025, com cerca de 3,9 bilhões de toneladas de CO₂e liberadas, segundo a Forest Declaration Assessment.
- Na América Latina tropical, o desmatamento ficou 33% abaixo da linha de base de 2018–20, com a maior queda anual registrada entre 2024 e 2025.
- Na África tropical, o desmatamento subiu para 2,4 milhões de hectares, quase igualando os 2,5 milhões da América Latina e do Caribe.
- A perda de floresta úmida tropical primária caiu 36%, mas parte da queda reflete o fim de um pico de incêndios na bacia amazônica, e não uma melhora estrutural na proteção das florestas, segundo a mesma entidade.
- Desde 2021 o mundo acumula um déficit de 10,7 milhões de hectares em relação a uma trajetória compatível com 2030, e a Forest Declaration Assessment considera 2025 exceção, não regra.
Para a Forest Declaration Assessment 2026, coalizão de organizações da sociedade civil e pesquisadores, a queda concentra-se em poucos países e não reflete uma mudança global. Ela deve-se em parte à menor expansão de pastagens e lavouras na Amazônia brasileira, onde autoridades federais reforçaram a fiscalização com monitoramento por satélite.
A entidade alerta que a durabilidade da melhora não está garantida. Em 2026, grandes tradings deixaram a Moratória da Soja depois que o Mato Grosso retirou incentivos fiscais das empresas que a seguiam, e o Forest 500, da Global Canopy, contou 14 das 500 empresas mais influentes em cadeias de commodities de risco florestal que enfraqueceram ou abandonaram compromissos em 2025.
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