COP17 discute déficit de financiamento para metas de biodiversidade
Cúpula na Armênia avalia progresso insuficiente em metas globais de conservação enquanto enfrenta escassez de recursos para proteger a natureza.
Pontos principais
- COP17 ocorre em Ierevan, na Armênia, com foco na revisão das metas de conservação para 2030.
- Relatório da ONU aponta que países estão fora da trajetória em 22 das 23 metas estabelecidas.
- Populações de vida selvagem registraram queda média de 73% entre 1970 e 2022, segundo o WWF.
- Subsídios prejudiciais ao meio ambiente somam US$ 2,6 trilhões anuais globalmente.
- Fundo Cali arrecadou apenas US$ 6.000 em contribuições voluntárias de empresas até o momento.
A COP17, realizada em Ierevan, na Armênia, reúne representantes de quase 200 países para enfrentar o cenário crítico da conservação global. Dados da ONU indicam um distanciamento preocupante das metas para 2030, com falhas em 22 dos 23 objetivos acordados em 2022. O relatório do WWF reforça a urgência do debate ao revelar uma redução de 73% nas populações de vida selvagem monitoradas desde 1970.
O principal entrave para a preservação ambiental permanece sendo o financiamento, agravado por subsídios estatais que totalizam US$ 2,6 trilhões anuais em atividades prejudiciais ao ecossistema. Além disso, o Fundo Cali, criado em 2025 para captar recursos privados, apresenta resultados irrisórios com apenas US$ 6.000 arrecadados. A situação é ainda mais complexa devido à sobreposição de áreas protegidas com concessões de mineração e exploração de combustíveis fósseis, desafiando a eficácia das políticas de proteção atuais.
