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Alta nos fertilizantes pressiona margens de produtores rurais no Brasil

Conflito no Oriente Médio encarece insumos agrícolas e reduz a rentabilidade de produtores brasileiros, especialmente na cultura do milho.

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Foto: Globo Rural
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08/10 às 10:15, atualizado 18:05

Pontos principais

  • Instabilidade no Oriente Médio elevou custos de gás e fretes, encarecendo fertilizantes como ureia e nitrato.
  • Relação de troca para produtores de milho piorou, exigindo mais sacas para adquirir uma tonelada de ureia.
  • Fábricas brasileiras de superfosfato simples paralisaram atividades por incapacidade de absorver custos de matérias-primas.
  • Rentabilidade varia entre culturas, com milho enfrentando margens apertadas e algodão mantendo desempenho positivo.

A escalada dos preços dos fertilizantes, impulsionada pela instabilidade geopolítica no Oriente Médio, tem gerado forte pressão sobre a rentabilidade do agronegócio brasileiro. Segundo análise da StoneX, o encarecimento de componentes essenciais, como gás e fretes, elevou significativamente os custos de insumos como ureia, nitrato e sulfato de amônio. O cenário é agravado pela alta histórica do enxofre, que acumulou valorização de 1.800% entre 2020 e 2026, forçando a paralisação de fábricas nacionais de superfosfato simples.

O impacto financeiro é sentido de forma desigual entre as culturas, sendo o milho um dos setores mais afetados pela piora na relação de troca. Em momentos críticos do conflito, produtores precisaram dobrar a quantidade de sacas para adquirir uma tonelada de ureia, o que reduziu a demanda por nitrogenados. Enquanto a soja apresenta uma leve melhora nas margens e o algodão mantém rentabilidade positiva, o setor agrícola enfrenta desafios adicionais, como a restrição global de estoques de milho e incertezas logísticas que complicam o planejamento da safra.

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