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Indústria de fertilizantes projeta queda de demanda e crise em 2026

Setor de fertilizantes enfrenta retração em 2026 devido a custos elevados, restrições de crédito e incertezas geopolíticas globais.

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Foto: Globo Rural
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23/10 às 05:45, atualizado 17:32

Pontos principais

  • Entregas de fertilizantes podem cair para menos de 42 milhões de toneladas em 2026.
  • Produção de fertilizantes intermediários recuou 19,7% nos primeiros sete meses de 2026.
  • Empresas como Mosaic e Yara relatam paralisações e queda acentuada nos lucros.
  • Produtores rurais reduzem adubação para evitar endividamento diante da alta de custos.

A indústria brasileira de fertilizantes atravessa um período de crise severa em 2026, marcada por uma queda acentuada na demanda e nos volumes de entrega. Dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos indicam que o consumo pode ficar abaixo de 42 milhões de toneladas, pressionado pela instabilidade geopolítica, restrições de crédito e o encarecimento de insumos essenciais, como o enxofre. O cenário tem forçado empresas do setor, incluindo Mosaic e Yara, a adotar medidas de contenção, como a paralisação temporária de plantas e a redução da produção nacional.

Para mitigar os impactos financeiros, produtores rurais têm optado por reduzir a adubação e utilizar reservas de fósforo presentes no solo. Apesar do momento de retração, o setor projeta uma recuperação gradual a partir de 2027, impulsionada pela demanda de culturas como milho para etanol e soja. O debate sobre as perspectivas de mercado foi central no 20º Simpósio Sindiadubos NPK 2026, onde analistas destacaram que a estabilização dos preços das matérias-primas será determinante para a retomada das atividades industriais nos próximos anos.

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