Brasil deve perder posto de segundo maior exportador de milho para Argentina
Maior consumo interno para etanol e perda de competitividade devem levar o Brasil a ser superado pela Argentina na exportação de milho em 2025/26.
Pontos principais
- A Hedgepoint Global Markets projeta exportações brasileiras de 43 milhões de toneladas contra 45 milhões da Argentina.
- O aumento da mistura de etanol na gasolina para 32% impulsiona o consumo doméstico de milho no Brasil.
- Dificuldades logísticas em embarques para o Irã afetam a competitividade do cereal brasileiro no mercado externo.
- A estimativa de safra brasileira permanece estável em 140,3 milhões de toneladas para o período.
O Brasil caminha para perder a posição de segundo maior exportador global de milho na safra 2025/26, sendo superado pela Argentina. Segundo projeções da Hedgepoint Global Markets, o país deve exportar 43 milhões de toneladas, enquanto a Argentina atingirá 45 milhões. A mudança no cenário é motivada por uma combinação de maior competitividade argentina e um redirecionamento da produção brasileira para atender à crescente demanda interna, especialmente para a fabricação de etanol. A decisão do governo de elevar a mistura de etanol na gasolina para 32% (E32) tem absorvido volumes significativos do cereal, reduzindo a disponibilidade para o mercado internacional. Paralelamente, o setor enfrenta gargalos logísticos, como as dificuldades de embarque para o Irã. O movimento ocorre em um momento em que o agronegócio brasileiro, embora próximo de superar os EUA como maior exportador agrícola global, lida com desafios internos como juros elevados e custos de fertilizantes.
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