Competitividade do milho brasileiro cai frente a EUA e Argentina
Safra recorde nos EUA e Argentina, somada à valorização do real, pressiona as exportações brasileiras de milho em 2026.
Pontos principais
- A produção recorde nos Estados Unidos e a safra histórica na Argentina elevam a concorrência global.
- A valorização do real nos últimos 18 meses reduziu a atratividade do cereal brasileiro para o mercado externo.
- A oferta interna ampla mantém os preços pressionados no curto prazo, apesar da demanda doméstica crescente.
- Riscos climáticos associados ao El Niño e a volatilidade cambial representam incertezas para a safra 2026/27.
O setor de exportação de milho do Brasil enfrenta um cenário desafiador em 2026, marcado pela perda de competitividade no mercado internacional. A combinação de safras recordes nos Estados Unidos e na Argentina, aliada à valorização do real frente ao dólar nos últimos 18 meses, tornou o produto brasileiro menos vantajoso para compradores estrangeiros. Embora a demanda interna apresente expansão, a oferta abundante no mercado doméstico mantém os preços pressionados, limitando as margens de lucro dos produtores. Analistas alertam que o desempenho da safra norte-americana continua sendo o principal balizador dos preços globais. Além disso, a instabilidade climática provocada pelo fenômeno El Niño e a persistente volatilidade cambial surgem como fatores de risco críticos para o planejamento e a produtividade da safra 2026/27, exigindo cautela dos agentes do agronegócio.
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