Empresários ainda não veem ganhos práticos com a reforma tributária
Levantamento do FGV IBRE indica que setor empresarial mantém cautela sobre simplificação e carga tributária durante o período de transição.
Pontos principais
- Maioria dos empresários não identifica redução na carga ou complexidade tributária.
- Equilíbrio das contas públicas é a segunda maior prioridade do setor.
- Empresários temem aumento de custos com possíveis mudanças no regime trabalhista.
- Setor da construção civil relata pressão nos custos devido à escassez de mão de obra.
Um levantamento realizado pelo FGV IBRE com cerca de 4 mil representantes de empresas revela que o setor produtivo ainda não percebe benefícios concretos da reforma tributária em transição. A percepção de que não houve redução na carga ou na complexidade do sistema atual mantém o tema como a principal preocupação dos empresários para o próximo ciclo de governo.
Além da questão tributária, o equilíbrio das contas públicas é apontado como essencial para a queda dos juros, enquanto discussões sobre o regime trabalhista, como a escala 6x1, geram cautela por receio de elevação nos custos operacionais. Paralelamente, setores como a construção civil enfrentam desafios adicionais com a escassez de mão de obra qualificada, o que pressiona ainda mais as margens de lucro das companhias.
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