Metade das pequenas e médias empresas não planejou reforma tributária
Levantamento aponta que 50% das PMEs brasileiras ainda não mapearam os impactos da reforma tributária, que exige decisões estratégicas em breve.
Pontos principais
- Cerca de 50% das pequenas e médias empresas e 63% dos escritórios de contabilidade não iniciaram o planejamento para a reforma.
- Empresas do Simples Nacional precisam decidir até setembro entre o modelo atual ou a adesão ao Simples híbrido.
- Setores de serviços B2B com baixa geração de créditos tributários são os mais vulneráveis às novas regras.
- A transição exige adaptação de sistemas de gestão e análise detalhada da estrutura de compras e perfil de clientes.
A implementação da reforma tributária no Brasil impõe desafios urgentes para o setor de pequenas e médias empresas. Segundo especialistas, metade dessas companhias e a maioria dos escritórios de contabilidade ainda não realizaram o mapeamento necessário para compreender os efeitos das mudanças em seus modelos de negócio. O cenário é particularmente crítico para os contribuintes do Simples Nacional, que devem definir até setembro se permanecerão no regime atual ou migrarão para o modelo híbrido, uma escolha que impactará diretamente a competitividade e a carga tributária das organizações. A vulnerabilidade é maior em empresas de serviços que operam no modelo B2B e possuem baixa capacidade de geração de créditos. Para mitigar riscos, é essencial que os gestores revisem suas estruturas de compras e adaptem seus sistemas de gestão e emissão de notas fiscais antes do início da fase decisiva da transição.
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