Parlamentares da oposição são detidos em protesto na Índia
Manifestantes exigem a renúncia do chefe eleitoral sob acusações de manipular listas de votação para favorecer o partido de Narendra Modi.
Pontos principais
- Parlamentares da oposição foram detidos pela polícia ao tentarem marchar até a sede da Comissão Eleitoral em Nova Délhi.
- O grupo exige a renúncia de Gyanesh Kumar, chefe do órgão, por supostas irregularidades na revisão das listas de eleitores.
- Críticos afirmam que o processo de Revisão Intensiva Especial (SIR) visa excluir eleitores da oposição para beneficiar o partido de Modi.
- Dados da Comissão Eleitoral indicam que o número de registros pode cair até 30% em certas regiões após a remoção de 130 milhões de nomes.
- O movimento juvenil 'Cockroach' tem liderado manifestações satíricas em diversas cidades indianas contra a gestão da Comissão.
Parlamentares da oposição indiana foram detidos pela polícia em Nova Délhi durante um protesto que exigia a renúncia do chefe da Comissão Eleitoral, Gyanesh Kumar. O grupo tentava marchar até a sede do órgão para manifestar descontentamento com a condução da Revisão Intensiva Especial (SIR), um processo de atualização das listas de eleitores que, segundo os críticos, estaria sendo manipulado para favorecer o Bharatiya Janata Party, partido do primeiro-ministro Narendra Modi.
A oposição alega que a revisão, que resultou na remoção de mais de 130 milhões de nomes, tem como objetivo excluir eleitores de comunidades vulneráveis e bases opositoras. O movimento juvenil 'Cockroach' também tem organizado atos em cidades como Mumbai e Nova Délhi, reforçando as denúncias de falta de transparência. Relatos da imprensa local indicam que outros comissários eleitorais teriam feito objeções formais a decisões tomadas sem consulta prévia, embora a Comissão Eleitoral negue qualquer irregularidade e defenda a remoção de registros duplicados ou inelegíveis.
Cobertura da mídia
Comentários
Carregando comentários...
