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Manifestantes protestam em Nova Délhi contra revisão de listas eleitorais

A polícia de Nova Délhi, na Índia, proibiu a marcha do Cockroach Janta Party em Connaught Place, marcada para as 17h de sexta-feira (16) em protesto contra a revisão das listas eleitorais.

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Foto: BBC World
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16/10 às 11:01, atualizado 12:32

Pontos principais

  • A polícia de Nova Délhi proibiu a marcha 'Lehra Do Tiranga', marcada para as 17h de 16 de outubro no Central Park, em Connaught Place.
  • A proibição tem base no artigo 163 do BNSS; quem descumpri-la fica sujeito a ação com base no artigo 223 da Bharatiya Nyaya Sanhita (2023).
  • Segundo a polícia, 1,5 milhão de comerciantes e funcionários dependem da área, e a estação Rajiv Chowk, com 200 mil passageiros por dia, corre risco de congestionamento e tumulto.
  • A polícia cita a proximidade do Parlamento e de missões diplomáticas, além de ruas estreitas que limitam a passagem de bombeiros e ambulâncias.
  • A polícia lembra que um ato anterior do CJP, uma marcha ao Parlamento, terminou em violência e danos a bens públicos e privados.
  • Manifestantes exigem a saída de Gyanesh Kumar, chefe da Comissão Eleitoral da Índia.
  • Críticos afirmam que a revisão das listas eleitorais é politicamente motivada e prejudica minorias.

Milhares de manifestantes reuniram-se em Connaught Place, no centro de Nova Délhi, para protestar contra a revisão das listas de eleitores conduzida pela Comissão Eleitoral da Índia. O grupo exige a renúncia de seu chefe, Gyanesh Kumar, e afirma que a exclusão de mais de 130 milhões de nomes do registro tem motivação política. O governo e a Comissão negam irregularidades no processo.

A marcha 'Lehra Do Tiranga', convocada pelo Cockroach Janta Party (CJP) para as 17h de sexta-feira (16) no Central Park, em Connaught Place, foi proibida por ordem da polícia de Nova Délhi. A notificação foi entregue a Abhijeet Dipke, fundador do grupo, em sua residência, e a polícia afirma que a proibição foi emitida em cumprimento de decisões da Alta Corte de Delhi. Quem descumpri-la fica sujeito a ação com base no artigo 223 da Bharatiya Nyaya Sanhita (2023).

A polícia alega que 1,5 milhão de comerciantes e funcionários dependem do funcionamento pacífico da área, e que a estação Rajiv Chowk, com 200 mil passageiros por dia, corre risco de congestionamento e tumulto. Cita ainda a proximidade do Parlamento e de missões diplomáticas, as ruas estreitas que limitam bombeiros e ambulâncias e um ato anterior do CJP, uma marcha ao Parlamento que terminou em violência.

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