Oposição indiana organiza protesto em Deli contra chefe eleitoral
Manifestantes exigem a renúncia do comissário eleitoral após a remoção de 130 milhões de nomes das listas de votação no país.
Pontos principais
- O partido Congresso convocou um comício em Deli para protestar contra a gestão da Comissão Eleitoral, e Rahul Gandhi prevê a presença de centenas de milhares de pessoas.
- A oposição contesta a revisão das listas eleitorais que resultou na exclusão de 130 milhões de eleitores.
- Líderes como Rahul Gandhi acusam o governo de Narendra Modi de manipular o processo para favorecer o BJP.
- Investigações apontam que decisões sobre a revisão foram tomadas pelo comissário Gyanesh Kumar sem consenso interno.
- Autoridades mobilizaram milhares de policiais e agentes paramilitares em Deli para garantir a segurança durante o ato.
A oposição indiana, liderada pelo partido Congresso, organiza neste domingo (1º de novembro) um grande protesto em Deli para exigir a renúncia do chefe da Comissão Eleitoral. O movimento surge após uma controversa revisão nas listas de eleitores que resultou na remoção de 130 milhões de nomes, medida que críticos classificam como uma manobra para beneficiar o partido governista, o Bharatiya Janata (BJP). Líderes da oposição, incluindo Rahul Gandhi, alegam que o processo ameaça a integridade democrática do país e priva milhões de cidadãos de seus direitos fundamentais.
Em resposta à convocação, as autoridades indianas reforçaram a segurança na capital com a mobilização de milhares de policiais e agentes paramilitares. Na véspera, Rahul Gandhi pediu no X que os manifestantes façam compras nas pequenas lojas de comerciantes locais, em plena temporada de Diwali, Chhath e Bhai Dooj, e afirmou que o comício não prejudicará o comércio. O comissário Gyanesh Kumar é alvo direto das críticas, com investigações sugerindo que ele teria tomado decisões unilaterais sobre as mudanças nas listas. Enquanto a Comissão Eleitoral defende que as alterações visam apenas a atualização dos registros, a oposição mantém a pressão por reformas e pela saída do comando do órgão.
