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Braskem busca adiar negociação de dívida para após eleições

A petroquímica pretende estender prazos com credores para avaliar o posicionamento da Petrobras sobre aportes após o segundo turno das eleições.

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Foto: Pipeline Valor
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06/10 às 18:45

Pontos principais

  • Braskem quer adiar termos da recuperação extrajudicial para depois das eleições presidenciais.
  • Empresa busca clareza sobre a postura da Petrobras em relação a futuros aportes na companhia.
  • Credores detentores de 66% dos créditos podem rescindir o acordo atual a partir de 9 de outubro.
  • Nova proposta de reestruturação para a dívida de US$ 11 bilhões será enviada nesta terça-feira.
  • Estratégia inclui manutenção de juros e mecanismos como cash sweep para atrair investidores.

A Braskem planeja solicitar aos seus credores a extensão do prazo para a negociação de seu plano de recuperação extrajudicial. A companhia busca aguardar o resultado do segundo turno das eleições presidenciais para obter maior clareza sobre o futuro governo e, especificamente, qual será o posicionamento da Petrobras em relação a eventuais aportes na petroquímica. A empresa enviará uma nova proposta nesta terça-feira para reestruturar sua dívida de US$ 11 bilhões.

Atualmente, credores que detêm mais de 66% dos créditos possuem a prerrogativa de rescindir o acordo de recuperação a partir de 9 de outubro. Para contornar esse risco, a Braskem sinalizou que está disposta a manter os juros da dívida reestruturada e implementar mecanismos como o cash sweep. A expectativa é que a Petrobras indique abertura para uma capitalização a mercado, visando evitar a diluição de sua participação acionária nos próximos cinco anos.

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