Braskem protocola plano de recuperação extrajudicial de R$ 56,5 bi
A petroquímica oficializou o pedido de reestruturação de R$ 56,5 bilhões em dívidas, enfrentando o desafio de negociar com 1.179 credores financeiros distintos.
Pontos principais
- A Braskem protocolou formalmente o pedido de recuperação extrajudicial na segunda-feira, 24 de agosto.
- O plano abrange a reestruturação de R$ 56,5 bilhões em passivos, envolvendo 1.179 créditos financeiros.
- A adesão inicial ao plano é de 39,6%, com desafios de curto prazo devido à pulverização dos credores.
- A conversão de dívida em equity está prevista apenas como medida de última instância, caso o aumento de capital seja insuficiente.
- A Petrobras ampliou o limite de crédito para a compra de matérias-primas em R$ 2,35 bilhões para garantir a operação.
- A estratégia inclui o alongamento de prazos de pagamento e carência para juros acruados.
- O processo tramita simultaneamente em jurisdições brasileira e norte-americana para assegurar a sustentabilidade operacional.
A Braskem oficializou na segunda-feira, 24 de agosto, o pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar aproximadamente R$ 56,5 bilhões em dívidas financeiras. O processo, que visa evitar uma crise de insolvência, enfrenta um cenário complexo de negociação, dado que os documentos judiciais indicam a existência de 1.179 créditos financeiros distintos. Embora a companhia já conte com a adesão de 39,6% dos credores, a pulverização dos débitos e a resistência de parte dos investidores em aceitar o alongamento dos prazos de pagamento representam desafios imediatos para a petroquímica.
O plano foca na concessão de carência para juros e na renegociação de vencimentos, estabelecendo a conversão de dívida em participação societária apenas como um mecanismo de última instância. Para sustentar a operação durante o processo, a Petrobras, controladora da empresa, ampliou o limite de crédito para o fornecimento de matérias-primas em R$ 2,35 bilhões. A companhia busca, através desta reestruturação, garantir a continuidade de suas plantas industriais e a liquidez necessária para superar o atual ciclo de alavancagem financeira, que atingiu 6,74 vezes a relação dívida líquida/Ebitda no segundo trimestre.
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