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Analista aponta causas para divergência entre pesquisas e urnas

Bruno Soller atribui a diferença nos resultados do primeiro turno a mudanças de voto na reta final, migração de eleitores e alta abstenção.

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Foto: BBC Brasil
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06/10 às 14:45 · atualizado 16:02

Pontos principais

  • Flávio Bolsonaro liderou o primeiro turno com 47,03% dos votos, superando as projeções dos institutos.
  • A abstenção de 21,07% foi a maior registrada desde 1998, dificultando a precisão dos levantamentos.
  • Migração de votos de candidatos como Ronaldo Caiado e Romeu Zema para Flávio Bolsonaro foi decisiva.
  • Analistas sugerem que institutos devem adotar modelos híbridos de coleta de dados para reduzir volatilidade.
  • Nikolas Ferreira defende a criação de uma CPI para investigar a metodologia dos institutos de pesquisa.

A diferença entre os resultados das urnas e as projeções dos institutos de pesquisa no primeiro turno das eleições de 2026 foi motivada por uma combinação de fatores, segundo o analista Bruno Soller, do Real Time Big Data. Entre os elementos apontados estão a migração de votos na reta final, o impacto do voto útil e a elevada taxa de abstenção, que atingiu 21,07% do eleitorado. O fenômeno foi agravado pela dificuldade dos modelos tradicionais em captar mudanças repentinas de preferência e a subrepresentação de eleitores que alteraram seu posicionamento em relação ao pleito anterior.

Enquanto o debate sobre a precisão metodológica ganha força, com parlamentares como Nikolas Ferreira defendendo a criação de uma CPI para investigar os institutos, especialistas buscam alternativas para o segundo turno. A expectativa é que a volatilidade diminua devido à redução do número de opções para o eleitor. Paralelamente, as campanhas ajustam suas estratégias: enquanto Lula busca atrair o centro com foco em temas econômicos e possíveis nomes para a Fazenda, a equipe de Flávio Bolsonaro trabalha para manter a vantagem obtida no primeiro turno, evitando o excesso de confiança antes da votação marcada para 25 de outubro.

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