Ministros do G20 rejeitam apelo dos EUA contra excesso de capacidade industrial
Países do G20 divergem dos EUA sobre políticas industriais e restrições comerciais em reunião ministerial realizada em Milwaukee.
Pontos principais
- Ministros do Comércio do G20 rejeitaram o pedido dos EUA para conter o excesso de capacidade industrial.
- Apenas México e Argentina apoiaram a declaração americana contra o uso de trabalho forçado nas cadeias produtivas.
- O governo Trump impôs tarifas de até 12,5% sobre produtos de 59 países e da União Europeia.
- O grupo alcançou consenso apenas na condenação do uso de alimentos como ferramenta de coerção política.
Ministros do Comércio das nações que compõem o G20 manifestaram divergências profundas em relação à agenda econômica proposta pelos Estados Unidos durante reunião realizada em Milwaukee. O grupo rejeitou formalmente os apelos americanos para conter o excesso de capacidade industrial e políticas consideradas não orientadas pelo mercado, evidenciando uma divisão significativa entre os membros do bloco sob a atual presidência americana.
Além das tensões sobre a capacidade produtiva, a iniciativa dos EUA para eliminar bens produzidos com trabalho forçado das cadeias de suprimentos obteve adesão limitada, contando apenas com o apoio de México e Argentina. Em meio às medidas protecionistas do governo Trump, que incluem tarifas sobre diversos parceiros comerciais, o único ponto de consenso entre os ministros foi a condenação do uso do comércio de alimentos como instrumento de coerção econômica ou política.
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