China bloqueia comunicado do G20 ao rejeitar críticas a políticas comerciais
Pequim impediu o consenso no G20 ao se opor a termos que condenam práticas de mercado desequilibradas, subsídios e o superávit comercial chinês.
Pontos principais
- A China foi o único país do G20 a vetar o comunicado conjunto final após a reunião de ministros de finanças.
- O impasse ocorreu devido à oposição chinesa a trechos que criticam exportações baratas e políticas econômicas não baseadas no mercado.
- O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, confirmou que a disputa sobre o superávit comercial chinês foi central para o bloqueio.
- Pequim também divergiu de menções sobre a supervisão do FMI em desequilíbrios globais e interrupções no transporte marítimo no Estreito de Ormuz.
- Bessent afirmou que os demais 19 membros do grupo buscarão resoluções para esses desequilíbrios futuramente.
- O secretário também aproveitou a ocasião para comentar as relações comerciais e financeiras dos Estados Unidos com o Japão e o Canadá.
A China impediu a formação de um consenso para a publicação de um comunicado conjunto ao final da reunião do G20, realizada nos Estados Unidos. O impasse foi motivado pela recusa de Pequim em aceitar parágrafos que criticam explicitamente políticas de 'não mercado', exportações subsidiadas e o superávit comercial chinês, pontos apontados por autoridades ocidentais como fontes de desequilíbrios globais. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, confirmou que a divergência chinesa foi o ponto central que inviabilizou o documento, destacando que os outros 19 membros do grupo pretendem buscar soluções para essas questões nos próximos meses.
Além das divergências comerciais, a China também se opôs a trechos do texto que abordavam a supervisão do FMI sobre desequilíbrios econômicos e a segurança do transporte marítimo no Estreito de Ormuz. Paralelamente às negociações no G20, Bessent abordou o estado das relações comerciais e financeiras dos Estados Unidos com o Japão e o Canadá, em um contexto de revisão das parcerias globais sob a administração Trump. A ausência de um documento final reflete as tensões persistentes nas relações econômicas entre Washington e Pequim, evidenciando a dificuldade em alinhar diretrizes globais sobre práticas comerciais e intervenções estatais.
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