Daily Journal
Daily Journal

G20

O G20 reúne as 19 maiores economias do mundo, a União Europeia e a União Africana, com cerca de 85% do PIB global. Os Estados Unidos presidem o grupo em 2026 e marcaram a cúpula de líderes para 14 e 15 de dezembro, no resort de Trump em Doral, sem a África do Sul. A reunião de chanceleres de 30 e 31 de outubro em Atlanta começou sem foto oficial, por causa do russo Sergei Lavrov, e terminou sem comunicado conjunto.

Daily Journal
Foto: Adam Schultz/Casa Branca / domínio público

Atualizado em

|||6 revisões

Visão geral

O G20, ou Grupo dos 20, é o fórum que reúne as maiores economias do mundo para coordenar políticas de economia, finanças, comércio e clima. Tem 19 países e dois blocos (União Europeia e União Africana) e representa cerca de 85% do PIB mundial, mais de 75% do comércio global e dois terços da população.

  • Quem preside em 2026: os Estados Unidos, desde 1º de dezembro de 2025.
  • Próxima cúpula de líderes: 14 e 15 de dezembro de 2026, no Trump National Doral, resort de golfe da família de Donald Trump perto de Miami.
  • Último encontro: a reunião de chanceleres de 30 e 31 de outubro de 2026 em Atlanta, que começou sem a tradicional foto oficial, porque cerca de um terço das delegações se recusou a posar com o chanceler russo, Sergei Lavrov, e terminou sem comunicado conjunto.
  • Ausente: a África do Sul, membro fundador, não foi convidada pelos EUA para os encontros de 2026.

O que é o G20

YouTube

BC te Explica #107 - Para que serve e como funciona o G20

O G20 é um grupo intergovernamental formado por chefes de Estado, ministros de finanças e presidentes de bancos centrais. Seus membros são África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia e Turquia, além da União Europeia e da União Africana (desde 2023).

O fórum não tem sede, secretariado permanente nem poder de impor decisões. Junta economias industrializadas e emergentes numa mesma mesa; o G7, menor, reúne só as economias ricas do Ocidente e o Japão.

G20 em 2024, 2025 e 2026

Foto: Dati Bendo/Comissão Europeia / CC BY 4.0
YouTube

G20 aprova declaração final da cúpula | CNN ARENA

YouTube

Brasil cria aliança global inédita contra a fome | CNN PRIME TIME

2024, presidência do Brasil. A cúpula aconteceu em 18 e 19 de novembro no Rio de Janeiro, com o tema "Construindo um Mundo Justo e um Planeta Sustentável". O principal resultado foi a criação da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza.

2025, presidência da África do Sul. A cúpula de Joanesburgo foi boicotada pelos Estados Unidos: Trump e o secretário de Estado, Marco Rubio, não foram aos encontros sul-africanos. Em 26 de novembro de 2025, Trump anunciou que a África do Sul não seria convidada para 2026.

2026, presidência dos Estados Unidos. Os EUA assumiram em 1º de dezembro de 2025 e marcaram a cúpula de líderes para 14 e 15 de dezembro de 2026 no Trump National Doral, em Doral, na Flórida. Washington disse que convidaria todos os membros, inclusive a Rússia, e manteve a exclusão da África do Sul. Brasil e China articulam uma posição conjunta para propor reformas do G20, com foco em multilateralismo e financiamento sustentável.

Reunião de chanceleres em Atlanta (outubro de 2026)

Os ministros das Relações Exteriores do G20 se reuniram em Atlanta, na Geórgia, em 30 e 31 de outubro de 2026, sob a presidência de Marco Rubio. O encontro prepara a cúpula de dezembro.

A foto cancelada. Rubio desistiu da "foto de família", tradicional na abertura, depois que delegações europeias, o Reino Unido e a Austrália avisaram que não posariam com Lavrov. Segundo a CNN, mais de um terço dos presentes ameaçou sair da foto, e os EUA chegaram a estudar duas fotos, uma com e outra sem o russo. Um funcionário americano disse que a foto foi cancelada para não virar "distração". O chanceler alemão, Johann Wadephul, disse que "não há normalidade com a Rússia". A Ucrânia, convidada em anos anteriores, não foi chamada (BBC).

As divisões. A guerra entre Rússia e Ucrânia, a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, as tarifas americanas e o Mar do Sul da China dividem os membros. Os EUA puseram como prioridade a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, no Mar Vermelho, no Mar Negro e no Mar do Sul da China (AP). A China mandou um vice-chanceler.

Sem consenso. A reunião terminou em 31 de outubro sem comunicado conjunto. No lugar, Rubio divulgou uma declaração da presidência que não cita nenhum acordo e só lista prioridades, como segurança energética e alimentar e liberdade de navegação. Segundo diplomatas ouvidos pela AP, essa saída estava planejada desde antes por causa das divergências. "Eu não fingiria que estamos perto de soluções aceitas por todos", disse Rubio na entrevista de encerramento. Ele apontou cadeias de suprimento e minerais críticos como as áreas em que parte dos membros já coopera. A Rússia também se opôs à entrada da Polônia, que participou como convidada (AP).

Rússia na cúpula. Rubio defendeu ter convidado Lavrov a Atlanta e Vladimir Putin à cúpula de Doral: disse que não há como resolver a guerra na Ucrânia sem falar com os dois lados. Também disse não saber "se uma paz negociada é possível na Ucrânia". Até 31 de outubro não se sabia se Putin aceitaria o convite (AP).

O Brasil. Foi o primeiro encontro do chanceler Mauro Vieira com Rubio depois da reeleição de Lula, em 25 de outubro, e da saída de Flávio Bolsonaro para os EUA. Os EUA ainda não tinham reconhecido o resultado. Segundo a Folha, Vieira recebeu cumprimentos pela vitória de pelo menos dez chanceleres (Turquia, China, União Europeia, Alemanha, França, Canadá, México, Índia, Reino Unido e Polônia). Vieira e Rubio conversaram brevemente no coquetel de 30 de outubro, no aquário de Atlanta, e combinaram uma reunião bilateral antes da cúpula de dezembro, sem data nem local. Segundo o Itamaraty, os dois não trataram da eleição nem da saída de Flávio Bolsonaro, e a reunião servirá para discutir a agenda bilateral, como crime organizado e tarifas (g1, Folha, Estadão, UOL). Em 31 de outubro, na entrevista de encerramento, Rubio disse que o governo Trump não ajudou Flávio a sair do Brasil (AP).

Histórico e funcionamento

O G20 foi criado em 1999, depois das crises financeiras dos anos 1990 na Ásia e na Rússia, e substituiu fóruns menores como o G22 e o G33. A primeira reunião foi em dezembro de 1999, em Berlim, só com ministros de finanças e presidentes de bancos centrais. As cúpulas de chefes de Estado começaram em 2008, na crise financeira global.

A presidência muda todo ano e define a agenda e a sede. O Brasil presidiu de dezembro de 2023 a novembro de 2024. O trabalho corre em duas trilhas: a dos Sherpas, ligada às chancelarias, e a de Finanças, dos ministérios da Fazenda e dos bancos centrais.

Importância e impactos

O G20 coordena políticas entre as grandes potências e os emergentes e tenta formar consenso em temas como tributação de bilionários, transição energética e desigualdade. Suas declarações não obrigam ninguém, mas orientam o FMI e o Banco Mundial e pesam nas respostas a crises e no comércio mundial. Quando os membros não chegam a acordo, como nas guerras da Ucrânia e do Irã, a reunião termina sem texto comum.

Linha do tempo

  • Dezembro de 1999: primeira reunião do G20, em Berlim.
  • Novembro de 2008: primeira cúpula de líderes, durante a crise financeira global.
  • Setembro de 2023: a União Africana vira membro permanente.
  • 18 e 19 de novembro de 2024: cúpula do Rio de Janeiro, sob presidência brasileira; nasce a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza.
  • Novembro de 2025: cúpula de Joanesburgo, boicotada pelos EUA.
  • 26 de novembro de 2025: Trump anuncia que a África do Sul não será convidada em 2026.
  • 1º de dezembro de 2025: os Estados Unidos assumem a presidência.
  • 30 de outubro de 2026: reunião de chanceleres em Atlanta começa sem foto oficial por causa da presença de Lavrov.
  • 31 de outubro de 2026: a reunião termina sem comunicado conjunto, só com uma declaração da presidência americana.
  • 14 e 15 de dezembro de 2026: cúpula de líderes marcada para o Trump National Doral, na Flórida.

Perguntas frequentes

O que é o G20?

É o fórum das 19 maiores economias do mundo, mais União Europeia e União Africana, que se reúne todo ano para coordenar economia, finanças, comércio e clima.

Quais países fazem parte do G20?

África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia e Turquia, além da União Europeia e da União Africana.

Onde será a cúpula do G20 em 2026?

No Trump National Doral, em Doral, perto de Miami, nos Estados Unidos, em 14 e 15 de dezembro de 2026.

Por que a foto do G20 foi cancelada?

Porque, em 30 de outubro de 2026, europeus, britânicos e australianos se recusaram a posar com o chanceler russo, Sergei Lavrov, e o anfitrião, Marco Rubio, preferiu suspender a foto.

A reunião do G20 em Atlanta teve acordo?

Não. Terminou em 31 de outubro de 2026 sem comunicado conjunto. Os EUA publicaram uma declaração da presidência que lista prioridades, sem citar acordos, por causa das divergências sobre as guerras na Ucrânia e no Irã, tarifas e o Mar do Sul da China.

A África do Sul participa do G20 em 2026?

Não foi convidada. Trump anunciou a exclusão em 26 de novembro de 2025, depois de boicotar a cúpula de Joanesburgo.

Qual a diferença entre G20 e G7?

O G7 reúne sete economias ricas (EUA, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Japão). O G20 inclui também os emergentes, como Brasil, China, Índia e Rússia.

Notícias relacionadas

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar.