Eleições legislativas de 2026 definem rumos do Congresso e do STF
Eleitores votam neste domingo para renovar o Congresso, em disputa que impacta a governabilidade e o controle de emendas parlamentares.
Pontos principais
- Disputa envolve 54 vagas no Senado e 513 na Câmara dos Deputados.
- Senado renovará dois terços de seus membros e terá papel chave em sabatinas de tribunais.
- Parlamentares eleitos controlarão R$ 61 bilhões em emendas parlamentares.
- Campanhas focam na possibilidade de impeachment de ministros do STF.
- Pesquisa Quaest indica que 45% dos eleitores não sabem como votar para o Senado.
O Brasil realiza neste domingo as eleições legislativas para o preenchimento de 54 cadeiras no Senado e 513 na Câmara dos Deputados. O pleito é considerado estratégico para a governabilidade do governo Lula e para a definição da correlação de forças que ditará a relação entre o Legislativo e o Supremo Tribunal Federal nos próximos anos. A renovação de dois terços do Senado ganha destaque devido à prerrogativa da casa em sabatinar indicações para tribunais superiores e agências reguladoras, além de ser o foro exclusivo para processos de impeachment de ministros da Corte.
Além do impacto institucional, a disputa na Câmara é marcada pela corrida dos partidos para superar a cláusula de barreira e assegurar o acesso ao Fundo Partidário. Os novos parlamentares terão sob seu controle um orçamento de R$ 61 bilhões em emendas, o que amplia a independência do Congresso frente ao Executivo. Apesar da relevância do pleito, um levantamento da Quaest revelou que 45% dos eleitores ainda desconhecem a necessidade de votar em dois candidatos distintos para o Senado, evidenciando desafios na comunicação do processo eleitoral.
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