Eli Lilly e Novo Nordisk investem em amilina para nova geração de remédios
Farmacêuticas buscam na amilina uma alternativa aos GLP-1 para ampliar o tratamento da obesidade e diabetes com novas vias biológicas.
Pontos principais
- Eli Lilly e Novo Nordisk desenvolvem terapias baseadas no hormônio amilina para controle de peso.
- Estudo de Fase 2 com eloralintida da Lilly mostrou perda de peso de 23,3% em 48 semanas.
- Novo Nordisk avança com a combinação CagriSema e a molécula experimental amycretin.
- Medicamentos focam em saciedade por vias biológicas distintas dos atuais GLP-1.
- Analistas projetam vendas anuais de US$ 23,2 bilhões para produtos da Lilly até 2035.
As gigantes farmacêuticas Eli Lilly e Novo Nordisk estão expandindo suas pesquisas para além dos tratamentos baseados em GLP-1, focando agora no hormônio amilina. O objetivo é desenvolver uma nova geração de medicamentos contra a obesidade e o diabetes tipo 2 que atuem sobre a saciedade por vias biológicas complementares ou alternativas. A Lilly apresentou resultados promissores com a eloralintida, enquanto a Novo Nordisk investe em moléculas como a cagrilintida e a amycretin para fortalecer seu portfólio.
Apesar do potencial de mercado, que estima vendas bilionárias para a próxima década, o setor enfrenta desafios técnicos. Estudos apontam questões de tolerabilidade na combinação de fármacos, com taxas de interrupção que variam entre 10,8% e 27%. Além das líderes de mercado, empresas como Pfizer, AstraZeneca e Viking Therapeutics também monitoram o segmento, buscando inovações que possam oferecer maior eficácia e adesão aos pacientes no longo prazo.
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