Eli Lilly e Novo Nordisk investem em amilina para novos tratamentos de obesidade
Gigantes farmacêuticas desenvolvem medicamentos baseados em amilina para ampliar opções de tratamento contra a obesidade além dos fármacos GLP-1.
Pontos principais
- Eli Lilly apresentou resultados de Fase 2 do eloralintide com perda de peso de 23,3% em 48 semanas.
- Novo Nordisk avança com a cagrilintida, o CagriSema e a molécula amicretina.
- Novos medicamentos focam em vias biológicas distintas para regular a saciedade e a fome.
- Estudos sugerem que o CagriSema reduz o ruído alimentar e altera reações cerebrais ao desejo por comida.
- Desafios incluem a tolerabilidade, com taxas de interrupção superiores às da tirzepatida isolada.
As farmacêuticas Eli Lilly e Novo Nordisk estão expandindo suas pesquisas para além dos tratamentos baseados em GLP-1, apostando no hormônio amilina como base para uma nova geração de medicamentos contra a obesidade. A estratégia visa oferecer alternativas mais eficazes ou complementares aos fármacos atuais, atuando em vias biológicas distintas para promover a saciedade e o controle da fome. A Eli Lilly reportou resultados promissores com o eloralintide, enquanto a Novo Nordisk prepara o lançamento de compostos como o CagriSema entre 2027 e 2028.
Apesar do potencial clínico, o desenvolvimento dessas terapias enfrenta obstáculos significativos relacionados à tolerabilidade dos pacientes. Dados preliminares indicam que as novas combinações apresentam taxas de interrupção do tratamento superiores às observadas com o uso isolado da tirzepatida. O sucesso comercial e clínico dessas moléculas dependerá da capacidade das empresas em equilibrar a eficácia na perda de peso com o perfil de efeitos colaterais.
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