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Globo cancela debate presidencial após decisões judiciais

Emissora encerrou o evento citando insegurança jurídica após ordens do STF e TSE que alteraram regras de participação e exibição de púlpitos vazios.

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Foto: Times Brasil
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01/10 às 22:15 · atualizado 23:01

Pontos principais

  • A TV Globo cancelou o debate presidencial previsto para a noite de quinta-feira (1/10).
  • Decisão do TSE proibiu a emissora de exibir púlpito vazio para o candidato Lula.
  • Ministro Gilmar Mendes, do STF, determinou a inclusão do candidato Renan Santos no debate.
  • Presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, autorizou a participação de Romeu Zema.
  • Entidades como Abert, Aner e ANJ classificaram as intervenções como agressão à liberdade de imprensa.
  • Lula participou de entrevista no Flow Podcast e Flávio Bolsonaro realizou live nas redes sociais.
  • Candidatos e juristas divergem sobre o impacto das decisões judiciais no processo eleitoral.

A TV Globo anunciou o cancelamento do debate presidencial que ocorreria na última quinta-feira, citando insegurança jurídica decorrente de decisões judiciais de última hora. A emissora foi alvo de intimações que alteraram as regras do encontro, incluindo a proibição, por parte do TSE, de manter um púlpito vazio para o candidato Luiz Inácio Lula da Silva, além da determinação do ministro Gilmar Mendes, do STF, para a inclusão do candidato Renan Santos no programa.

O cancelamento gerou forte reação de associações de imprensa, como Abert, Aner e ANJ, que emitiram nota conjunta classificando as intervenções judiciais como uma agressão à liberdade de imprensa e um prejuízo ao acesso dos eleitores às propostas dos candidatos. Sem o confronto direto na televisão, os principais postulantes ao cargo utilizaram plataformas digitais para dialogar com o público, com Lula participando de uma entrevista no Flow Podcast e Flávio Bolsonaro realizando uma transmissão ao vivo em suas redes sociais.

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