Agronegócio brasileiro enfrenta recuperação lenta apesar da queda na Selic
Mesmo com a redução dos juros e a alta da soja, o setor sofre com endividamento elevado e retração na oferta de crédito privado.
Pontos principais
- A taxa Selic recuou de 15% para 13,75% ao ano entre o fim de 2025 e setembro de 2026.
- O preço da saca de soja no porto de Paranaguá teve valorização, atingindo R$ 162.
- Emissões de Certificados de Recebíveis do Agronegócio caíram 50,4% no primeiro semestre.
- Pedidos de recuperação judicial no setor cresceram 21,9% em um ano, somando 474 casos.
O agronegócio brasileiro atravessa um período de recuperação lenta, marcado por um cenário de restrição financeira persistente. Embora a taxa Selic tenha recuado para 13,75% ao ano e o preço da soja tenha registrado valorização no porto de Paranaguá, chegando a R$ 162 por saca, esses fatores ainda não foram suficientes para reverter o alto endividamento dos produtores rurais.
A escassez de recursos privados é um dos principais entraves, com uma queda de 20% nos aportes do Plano Safra e uma redução de 50,4% nas emissões de Certificados de Recebíveis do Agronegócio no primeiro semestre de 2026. Esse ambiente de crédito restrito tem pressionado a saúde financeira das empresas do setor, resultando em um aumento de 21,9% nos pedidos de recuperação judicial, que alcançaram a marca de 474 solicitações no primeiro trimestre.
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