Inadimplência no crédito rural de pessoas físicas sobe para 7%
Estudo do Rabobank aponta que juros altos e queda nos preços das commodities elevaram o risco de crédito para pequenos produtores rurais.
Pontos principais
- A inadimplência de pessoas físicas no setor rural saltou de 3% em maio de 2025 para 7% em maio de 2026.
- Produtores pessoa física apresentam maior sensibilidade ao aperto monetário do que empresas do setor.
- O impacto da Selic no índice de inadimplência ocorre com uma defasagem de seis a doze meses.
- Empresas rurais são menos afetadas devido ao acesso a linhas de crédito subsidiadas pelo Plano Safra.
- A desvalorização de commodities como soja e milho agrava a capacidade de pagamento dos produtores.
Um estudo realizado pelo RaboResearch indica um aumento expressivo na inadimplência do crédito rural voltado a pessoas físicas no Brasil. O índice, que registrava cerca de 3% em maio de 2025, atingiu a marca de 7% em maio de 2026. Segundo a análise, o cenário é resultado da combinação entre a política de juros elevados e a queda nos preços internacionais de commodities agrícolas, como soja e milho. O modelo estatístico aponta que choques na taxa Selic impactam o perfil de risco desses produtores com um atraso de seis a doze meses. Enquanto produtores individuais sofrem com a volatilidade, as empresas do setor apresentam maior resiliência, beneficiadas pela alta participação de linhas de crédito subsidiadas pelo Plano Safra, que mitigam os efeitos das oscilações monetárias sobre o fluxo de caixa das companhias.
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